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PAN AMERICANO DE 2019. vÔLEI FEMININO. BRASIL. PORTO RICO. ESTADOS UNIDOS. ARGENTINA.
Análise

Tranquilo

Brasil vence com facilidade Porto Rico na estreia do vôlei feminino no Pan e inicia busca por quinto ouro.

Mesmo sofrendo com entrosamento e passe, seleção ganha por 3 a 0 primeiro jogo do torneio.

A seleção feminina de vôlei estreou nesta quarta-feira no Pan-Americano contra Porto Rico.

E pode-se dizer que o que se viu em quadra foi exatamente aquilo que se esperava: o Brasil com uma superioridade técnica tão grande que, mesmo não jogando tão bem e sofrendo com o entrosamento e com o passe, venceu facilmente por três sets a zero (25/16, 25/16, 25/15).

Para se ter uma ideia da diferença de qualidade dos times, dos 75 pontos da seleção, mais de um terço (28) foram em erros do adversário.

O técnico Zé Roberto decidiu apostar em um time mais jovem para o Pan e descansar algumas jogadoras mais experientes que tiveram uma temporada desgastante com a seleção, casos de Gabi e Natália ou que ainda estão ganhando ritmo após lesão, como Tandara.

Coube à levantadora Macris ser a voz da experiência em quadra.

Mara e Lorenne, titulares nos últimos jogos do Brasil no Pré-Olímpico, também figuraram entre as sete titulares.

Lara, Lana, Maira e Natinha fecharam o time.

Nesta quinta-feira (8), o Brasil enfrenta a Argentina a partir das 15 horas (horário de Brasília).

Porto Rico encara os Estados Unidos às 17 horas (horário de Brasília).

Em um jogo em que o adversário cometeu tantos erros, é até difícil ter um grande destaque.

Lorenne, com 13 pontos, foi a maior pontuadora da equipe.

Lara chamou a atenção no bloqueio em determinados momentos do jogo.

Apesar de ter pontuado pouco, tocou em muitas bolas ajudando a defesa.

Macris, promovida a capitã, mostrou liderança tentando organizar o time dentro de quadra.

De negativo, o passe da seleção.

Muito irregular, precisa melhorar para os próximos jogos contra adversários mais fortes.

O Brasil começou incrivelmente mal o jogo.

Claramente desentrosado, sofria tanto no passe, quanto na armação de jogadas.

O placar já marcava 6 a 2 para Porto Rico, mas a seleção não tinha feito nenhum ponto por mérito próprio (os dois pontos foram erros do rival).

O primeiro ponto criado pela equipe só saiu no 6 a 3, quando Macris decidiu aproveitar o entrosamento de Minas e chamou Lana, que virou.

Aos poucos, a seleção foi se encontrando e diminuindo a diferença.

Com uma bola de segunda e dois aces, Macris virou o jogo no 13 a 12.

A diferença técnica entre as duas equipes era tão grande que bastou ao Brasil fazer o básico para fechar em 25 a 16, com Paula Burgo, que tinha entrado na inversão 5-1.

Na segunda parcial, o Brasil começou arrasador.

Na primeira parada técnica, a seleção já vencia por incríveis 8 a 1.

Lara, muito bem no ataque e no bloqueio, foi o grande destaque desse período.

Mas aí, quando parecia que a seleção iria arrasar no set, começaram os muitos erros de passe.

Paulina Prieto sacou colocado e diminuiu para 9 a 8.

Só que faltava qualidade ao time de Porto Rico.

Os muitos erros do adversário facilitaram para a seleção abrir de novo, em 14 a 9, em uma pingadinha de Lorenne.

Ai foi só administrar até fechar novamente em 25 a 16, com Maira explorando o bloqueio.

O jogo começou um pouco mais equilibrado no terceiro set.

Mas isso durou bem pouco tempo.

Em bela jogada de Macris, Lorenne bateu sozinha e fez 7 a 5.

A partir daí, Porto Rico simplesmente parou.

E o Brasil, se aproveitando dos erros consecutivos do adversário, abriu.

Aliás, alguns erros bastante inusitados, como uma pingada quase na juíza de linha e uma narigada na rede, que rendeu um sangramento à ponteira Cruz.

Verdade que o Brasil passou a jogar melhor também.

Principalmente, Natinha que defendeu muito bem, e Lara e Lorenne nas viradas de bola.

Em um ponto de Lana, o Brasil abriu doze pontos (17 a 5).

Zé passou a rodar a equipe e colocou Mayany e Tainara em quadra.

As duas entraram bem, fizeram pontos e ajudaram a equipe a fechar o set e o jogo em 25 a 15.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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