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Brasil vence com facilidade Porto Rico na estreia do vôlei feminino no Pan e inicia busca por quinto ouro.
Mesmo sofrendo com entrosamento e passe, seleção ganha por 3 a 0 primeiro jogo do torneio.
A seleção feminina de vôlei estreou nesta quarta-feira no Pan-Americano contra Porto Rico.
E pode-se dizer que o que se viu em quadra foi exatamente aquilo que se esperava: o Brasil com uma superioridade técnica tão grande que, mesmo não jogando tão bem e sofrendo com o entrosamento e com o passe, venceu facilmente por três sets a zero (25/16, 25/16, 25/15).
Para se ter uma ideia da diferença de qualidade dos times, dos 75 pontos da seleção, mais de um terço (28) foram em erros do adversário.
O técnico Zé Roberto decidiu apostar em um time mais jovem para o Pan e descansar algumas jogadoras mais experientes que tiveram uma temporada desgastante com a seleção, casos de Gabi e Natália ou que ainda estão ganhando ritmo após lesão, como Tandara.
Coube à levantadora Macris ser a voz da experiência em quadra.
Mara e Lorenne, titulares nos últimos jogos do Brasil no Pré-Olímpico, também figuraram entre as sete titulares.
Lara, Lana, Maira e Natinha fecharam o time.
Nesta quinta-feira (8), o Brasil enfrenta a Argentina a partir das 15 horas (horário de Brasília).
Porto Rico encara os Estados Unidos às 17 horas (horário de Brasília).
Em um jogo em que o adversário cometeu tantos erros, é até difícil ter um grande destaque.
Lorenne, com 13 pontos, foi a maior pontuadora da equipe.
Lara chamou a atenção no bloqueio em determinados momentos do jogo.
Apesar de ter pontuado pouco, tocou em muitas bolas ajudando a defesa.
Macris, promovida a capitã, mostrou liderança tentando organizar o time dentro de quadra.
De negativo, o passe da seleção.
Muito irregular, precisa melhorar para os próximos jogos contra adversários mais fortes.
O Brasil começou incrivelmente mal o jogo.
Claramente desentrosado, sofria tanto no passe, quanto na armação de jogadas.
O placar já marcava 6 a 2 para Porto Rico, mas a seleção não tinha feito nenhum ponto por mérito próprio (os dois pontos foram erros do rival).
O primeiro ponto criado pela equipe só saiu no 6 a 3, quando Macris decidiu aproveitar o entrosamento de Minas e chamou Lana, que virou.
Aos poucos, a seleção foi se encontrando e diminuindo a diferença.
Com uma bola de segunda e dois aces, Macris virou o jogo no 13 a 12.
A diferença técnica entre as duas equipes era tão grande que bastou ao Brasil fazer o básico para fechar em 25 a 16, com Paula Burgo, que tinha entrado na inversão 5-1.
Na segunda parcial, o Brasil começou arrasador.
Na primeira parada técnica, a seleção já vencia por incríveis 8 a 1.
Lara, muito bem no ataque e no bloqueio, foi o grande destaque desse período.
Mas aí, quando parecia que a seleção iria arrasar no set, começaram os muitos erros de passe.
Paulina Prieto sacou colocado e diminuiu para 9 a 8.
Só que faltava qualidade ao time de Porto Rico.
Os muitos erros do adversário facilitaram para a seleção abrir de novo, em 14 a 9, em uma pingadinha de Lorenne.
Ai foi só administrar até fechar novamente em 25 a 16, com Maira explorando o bloqueio.
O jogo começou um pouco mais equilibrado no terceiro set.
Mas isso durou bem pouco tempo.
Em bela jogada de Macris, Lorenne bateu sozinha e fez 7 a 5.
A partir daí, Porto Rico simplesmente parou.
E o Brasil, se aproveitando dos erros consecutivos do adversário, abriu.
Aliás, alguns erros bastante inusitados, como uma pingada quase na juíza de linha e uma narigada na rede, que rendeu um sangramento à ponteira Cruz.
Verdade que o Brasil passou a jogar melhor também.
Principalmente, Natinha que defendeu muito bem, e Lara e Lorenne nas viradas de bola.
Em um ponto de Lana, o Brasil abriu doze pontos (17 a 5).
Zé passou a rodar a equipe e colocou Mayany e Tainara em quadra.
As duas entraram bem, fizeram pontos e ajudaram a equipe a fechar o set e o jogo em 25 a 15.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro