Mais uma vez, em mais uma edição do campeonato nacional, a torcida do Flamengo vive o mesmo pesadelo, as mesmas angústias, os mesmos riscos. Esse ano as perspectivas até que eram boas, como na maioria das vezes, mas, na prática, temos um erro após o outro que culminam sempre neste mesmo cenário.
A chegada do peruano Paolo Guerrero, sem festa, como havia sido programado antes, e por cifras altíssimas -em um negócio para lá de questionável-, não é a salvação da lavoura, visto que não é apenas no ataque o problema rubro-negro, é no meio, na defesa, no gol e, principalmente, nos comandos, técnico e diretivo. Haja contratação para realmente resolver alguma coisa.

Eu disse aqui que Cristóvão Borges não era a melhor opção para o comando do Flamengo, aliás, a mudança de técnico sequer deveria ter sido feita, mas os dirigentes apostaram na mudança desnecessária e deu nisso. Não estou defendendo também que mandar técnico embora resolva, mas Cristóvão foi um tiro errado, bastava olhar o desempenho dele no Bahia e no Fluminense, últimos clubes por onde passou.

E esse erro deve ser creditado à direção, em especial, Rodrigo Caetano, o homem que não mostra nada em lugar nenhum, mas continua sendo contratado como a esperança dos clubes, eu não consigo entender isso, de fato, são questões sem respostas no meio futebolístico. É mais ou menos a história do Alexandre Matos no Palmeiras, o salvador da pátria, o homem que sabe o que ninguém sabe. Cá entre nós, com dinheiro, eu também faço e o Rodrigo ainda não fez.
Por fim, vamos aos números da trágica campanha deste ano
Em 11 partidas, o Flamengo soma menos pontos que o número de jogos (10 pontos), ou seja, menos de um ponto conquistado por partida. Isso é sério, muito sério. O aproveitamento de 30% está destrinchado em três vitórias, um empate e sete derrotas – três derrotas em casa, no entanto, uma foi para um rival local, Fluminense, mas não alivia em nada.
São dez gols marcados contra 15 sofridos, seriam 14, não fosse o gol contra do Samir, mas tudo bem, isso como acontece com os melhores defensores, não que seja o caso dele. Os artilheiros do time são Everton e Eduardo da Silva, com dois gols, pífio desempenho.
Não dá para creditar tudo a alguns, isso é uma tragédia coletiva, algo que todos têm a sua parcela. Em minha opinião, já comprometeu o campeonato, no que se refere às possibilidades de título. Libertadores é possível, mas na toada que está, é meio de tabela para baixo.





