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Análise

A guerreira Teliana ajudando o tênis brasileiro

No último sábado, 1º de agosto, a tenista brasileira Teliana Pereira conquistou o WTA de Florianópolis. Ela venceu a alemã Annika Beck por 2 sets a 1 (6/4, 4/6 e 6/1) em 2h36 de jogo. Este foi o segundo título da pernambucana na carreira, que já havia levantado a taça do WTA de Bogotá, em abril.

A brasileira somou 280 pontos no ranking mundial, saltando da 78ª posição para a colocação de nº 48 na lista da WTA, tornando-se a brasileira com o segundo melhor ranking na história da era aberta do tênis, atrás somente de Niege Dias, que foi a 31ª melhor colocada vinte e sete anos atrás.

“Foi uma semana incrível. Cheguei aqui sem saber se iria jogar porque meu joelho estava muito ruim e consegui essa vitória. Queria agradecer a todos por virem torcer. Sem isso, não seria possível. Me apoiaram desde o primeiro jogo, em que quase não ganhei. Hoje estava difícil de jogar, com muito vento, e estou muito gripada. Tive que lutar contra isso e o apoio fez que eu superasse tudo”, disse ela logo após a partida.

Teliana nasceu em Águas Belas, em Pernambuco, e mudou-se para o Paraná quando tinha apenas oito anos, juntamente com seus pais e irmãos. Batalhou muito, se profissionalizou em 2005 e nos últimos dois anos vem melhorando o seu ranking. Terminou 2013 na 90ª posição e no ano passado ficou na 106ª colocação. Ainda em 2014 ela já tinha feito história ao disputar a chave principal dos quatro Grand Slams, igualando o feito da genial Maria Esther Bueno, única brasileira a disputar os quatro maiores torneios no mesmo ano.

Com todos esses feitos, a atleta de 27 anos pode e deve servir como exemplo para as jovens tenistas brasileiras que estão surgindo e seguem na batalha diária para se tornarem profissionais. Logo surge uma questão: se Teliana conseguiu por que eu não posso chegar longe? Essa é a pergunta que as tenistas brasileiras devem ter em mente para continuar treinando, viajando, disputando torneios, evoluindo o seu jogo. Muitas vezes enfrentam um caminho árduo, sem apoio de ninguém, só com o chamado “paitrocínio”. Teliana pode ser um incentivo a mais.

Gostaria muito que a Confederação Brasileira de Tênis e as federações estaduais aproveitassem esse momento para fomentar o esporte no país. Isso não pode ser perdido. E também já passou da hora de termos mais tenistas brasileiras entre as 100 melhores do mundo.

Teliana tem tudo para continuar a sua evolução física, mental e técnica. Um próximo objetivo talvez seja conseguir jogar melhor nas quadras de piso rápido, que não são suas prediletas. Quem torce pelo tênis, torce por você Teliana!

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