Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Canal argentino garante que Messi decidiu continuar no Barcelona para não ir aos tribunais.
De acordo com a “TyC Sports”, craque resolveu ficar no clube por mais um ano “para não ir em meio a escândalo legal”, uma vez que diretoria não aceita rescisão unilateral.
A reviravolta na novela da possível saída de Messi do Barcelona parece estar pronta para se concretizar.
Depois de diversos veículos espanhóis indicarem que o craque vinha pensando na possibilidade de permanecer no clube por mais um ano, o canal argentino “TyC Sports” cravou nesta sexta-feira (4) que o camisa 10 chegou a uma decisão: seguirá no Camp Nou até junho de 2021 para não precisar ir aos tribunais.
O veículo do país natal de Messi indica que o jogador mudou de posição para não sair do clube “em meio a um escândalo legal”, depois de passar 20 anos defendendo as cores azul e grená.
O craque, desta forma, aceitaria seguir por mais um ano, até o fim de seu contrato, para evitar uma disputa nos tribunais e possíveis problemas jurídicos para seu novo clube, que poderia ser o Manchester City.
A notícia surgiu na Argentina poucas horas depois de do pai do jogador emitir um comunicado oficial para responder a La Liga.
O agente do craque argentino enviou uma nota endereçada ao presidente da liga, Javier Tebas, acusando a organização de “óbvia parcialidade” e defendendo o direito do jogador de rescindir com o Barcelona sem custos.
Em sua carta, Jorge Messi responde ao comunicado publicado por La Liga na última semana, quando o órgão saiu em defesa do Barcelona e indicou que o contrato de Messi está em vigor, e que uma rescisão só poderia ocorrer mediante pagamento de multa rescisória de 700 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões).
O pai de Messi usa palavras duras para rechaçar a versão, cita uma “óbvia parcialidade” por parte do órgão e cita na íntegra a cláusula que Messi pretende ativar para dar adeus ao Camp Nou: “Esta indenização não será aplicada quando a rescisão do contrato por decisão unilateral do jogador tenha efeito a partir do fim da temporada esportiva 2019/2020”.
O craque, considerado o maior jogador da história do clube, não se reapresentou nesta semana, como previa o planejamento da diretoria.
Ele era aguardado para fazer testes para a Covid-19 no último domingo e começar a treinar na segunda-feira (31), mas não apareceu, como previa a imprensa local.
Na terça-feira (1º), o jogador explicitou aquilo que já era comentado pelos jornalistas: ele enviou um burofax (uma carta com confirmação de recebimento) indicando que deseja deixar o clube acionando uma cláusula de rescisão automática.
Esta parte do contrato indicaria que Messi poderia sair sem custos desde que comunicasse a decisão até 10 dias depois do fim da temporada.
E a queda de braço jurídica se dá justamente na divergência quanto à data do fim da temporada, que teve calendário alterado pela longa paralisação causada pela pandemia da Covid-19.
A jornada 2019/20 acabou oficialmente somente no dia 23 de agosto (final da Champions) – e esta data é usada por Messi para acionar a cláusula.
O Barça entende de forma diferente e alega que a temporada chegou ao fim em 31 de maio, como previsto antes da pandemia, considerando que a cláusula já venceu.
Em meio a essa disputa jurídica, o pai e agente do jogador, Jorge Messi, viajou a Barcelona e se reuniu com o presidente Josep Maria Bartomeu na última quarta-feira (2).
Ele chegou à Espanha indicando que seria difícil a permanência do craque no clube e teria deixado o encontro sem um acordo com a diretoria. Entretanto, horas depois a imprensa espanhola começou a noticiar que a chance do argentino permanecer havia aumentado.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro