Brasileiro Feminino A2 volta nesta terça-feira (20).
Confira especial dos times nordestinos.
Fortaleza é o primeiro a entrar em campo contra São Valério-TO e faz a estreia na competição nacional.
Mais de sete meses após a paralisação, a Série A2 do Brasileirão Feminino, enfim, será retomada nesta terça-feira (20).
Com 36 times, a competição foi iniciada no último fim de semana antes da interrupção dos campeonatos, e a primeira rodada ainda não foi concluída, contando com um jogo ainda pendente: Fortaleza-CE X São Valério-TO.
O duelo marca a estreia da equipe nordestina no torneio nacional.
A partir do sábado (24), os demais times do Nordeste voltam a jogar, agora pela segunda rodada.
A região é responsável por um terço de todos os times que vão participar da Série A2 do Brasileirão Feminino.
Ao todo, são 12 equipes dos nove estados, e cada uma delas com objetivos distintos na competição.
De olho na reestreia, o globo esporte preparou um especial com informações de todos os clubes.
Confira:
Time Estado Grupo
Auto Esporte Paraíba C
Bahia Bahia C
Ceará Ceará A
Cruzeiro Rio Grande do Norte C
Fortaleza Ceará B
Juventude Timonense Maranhão A
Náutico Pernambuco C
Santos Dumont Sergipe A
São Francisco Bahia B
Sport Pernambuco C
Tiradentes Piauí A
UDA Alagoas C
Estado do Maranhão: O atual campeão maranhense feminino teve uma estreia amarga em competições nacionais: perdeu por 3 a 1 para o Tiradentes-PI na abertura da Série A2.
Durante a pandemia, a equipe da cidade de Timon, na região leste do Maranhão, recebeu auxílio de R$50 mil da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para ajudar a cobrir as despesas.
O time retomou os treinamentos no dia 26 de agosto, e segue focado também na disputa do Campeonato Maranhense de 2020.
O time ocupa a quarta posição do grupo A, ainda sem pontuar, e enfrenta o Esmac-PA no sábado (24), às 15 horas (horário de Brasília).
O estádio ainda será definido.
Estado do Piauí: O maior campeão estadual do Piauí e com participações de destaque em competições nacionais do futebol feminino está na quarta disputa consecutiva de Série A2.
Semifinalista em 2017, o Tiradentes-PI estreou em 2020 com vitória por 3 a 1 sobre o Juventude Timonense.
No Grupo A, o Tigrão da PM ocupa a terceira posição, com três pontos.
Durante a paralisação, as atletas foram mantida em Teresina hospedadas na casa do clube.
Lá foram realizados treinos físicos diários com objetivo de manter a forma física das atletas.
No sábado (24), o Tiradentes-PI enfrenta o Ceará às 17 horas (horário de Brasília) no Albertão, em Teresina.
Estado do Ceará: Após cair nas quartas de final da Série A2 do ano passado, fase que antecede o acesso para a Série A1 do Brasileirão Feminino, o Vovô estreou em 2020 com status de bicampeão cearense e com goleada: 5 a 0 em cima do Oratório-AP.
Durante a pandemia, o time seguiu trabalhando remotamente, e retornou aos treinos no início de setembro.
Nenhuma jogadora ou membro da equipe foi demitido durante a paralisação. Sob o comando do técnico Sérgio Alves, o Vovô vai em busca do acesso para a elite do futebol feminino nacional.
O Alvinegro é líder do Grupo A, com três pontos, ao lado do Esmac-PA.
O Tricolor reativou as atividades do futebol feminino no ano passado, e conquistou o vice-campeonato cearense.
Pelo desempenho e a posição do Estado no ranking de federações da CBF, o Fortaleza conquistou, pela primeira vez na história, o direito de participar de uma competição nacional no futebol feminino.
A estreia, que inicialmente seria no dia 16 de março, foi adiada pelo avanço da pandemia de Covid-19 no país.
É o único time do Nordeste que ainda não entrou em campo pela Série A2 do Brasileirão Feminino.
Em treinamentos desde 22 de setembro, o clube é comandado por Igor Reis e tem à disposição 25 jogadoras.
A primeira partida das meninas do Leão é contra o São Valério-TO.
O jogo ocorre às 15 horas (horário de Brasília) desta terça-feira (20) no estádio Raimundão em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Estado do Rio Grande do Norte: Com o mesmo nome do famoso time mineira, o Cruzeiro de Macaíba, na Região Metropolitana de Natal, é o atual bicampeão potiguar e participa pela segunda vez da Série A2 do Brasileirão Feminino.
Em 2019, a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos.
Os treinos do Cruzeiro Nordestino foram retomados no dia 29 de agosto, e desde então, as atletas vêm participando das atividades sob o comando do técnico Bernardes Filho.
Na Série A2 do Brasileirão, o time venceu o Sport por 3 a 2 pela primeira rodada.
O jogo da retomada da equipe potiguar será contra o UDA-AL apenas na próxima quarta-feira, 28 de outubro, às 16 horas (horário de Brasília), no Rei Pelé, em Maceió.
Estado da Paraíba: O Auto Esporte voltou a se preparar para as disputas do Brasileiro Feminino Série A 2 há cerca de três semanas.
Desde então, o time vem treinando de segunda a sábado, folgando apenas no domingo (25), em uma pegada intensa.
Em alguns dias o trabalho é em dois períodos.
A pretensão da equipe é se classificar para a próxima fase.
O time fez uma boa partida contra o Náutico, venceu por 3 a 1 fora de casa e deve se credenciar bem no grupo nessa luta para passar de fase.
Entre as promessas da equipe paraibana, destaca-se a atacante Letícia, de apenas 18 anos.
O técnico Guilherme Paiva acredita que ela tem chances de chegar em breve à Seleção Brasileira sub-20.
Ela foi artilheira do Campeonato Paraibano em 2019 com 28 gols na campanha do título do Auto na competição.
No sábado (24), às 15 horas (horário de Brasília), o time automobilista recebe o Bahia pela segunda rodada.
Estado de Pernambuco: O Náutico retomou as atividades presenciais em setembro, logo após a sinalização do clube de que os campos no Centro de Treinamento estavam liberados novamente para uso do futebol feminino.
Atualmente, o Timbu tem atletas da categoria profissional e Sub-20, com o intuito de formar novos talentos no estado.
As alvirrubras receberam pagamentos neste período de paralisação por meio do auxílio concedido pela CBF.
Uma das destaques do Náutico nesta temporada é a zagueira Grazy.
Ela tem um metro e oitenta de altura, atua como titular na equipe e com apenas 15 anos de idade.
Natural do Recife, ela tem sido um dos nomes que chamam a atenção no grupo.
O Timbu entra em campo de olho no acesso à Série A1, mas com base no retrospecto recente da equipe na competição, a tendência é de que brigue para fazer uma boa campanha de permanência.
O Sport retorna ao Brasileirão com mudanças no elenco após a paralisação.
Cerca de cinco atletas deixaram o clube, enquanto nomes como a zagueira Bicê, que defendeu o time pela última vez em 2018, está de volta.
O Leão retomou as atividades presenciais em setembro, depois de suspender os treinos, em março.
Neste período, o clube pagou as atletas por meio da verba concedida pela Confederação Brasileira de Futebol.
Uma das principais destaques da equipe é a lateral Amanda Leite.
Experiente no elenco, ela foi vice-campeã da Copa do Brasil 2008 com o Sport e retornou ao clube nesta temporada, depois de dedicar o ano de 2019 ao nascimento da primeira filha.
As rubro-negras almejam o acesso à Série A1, mas estão cientes da dificuldade, principalmente devido às condições de estrutura concedidas ao departamento.
Com isso, buscam, ao menos, assegurar a permanência na Série A2.
Estado de Alagoas: O maior campeão estadual de Alagoas também é um veterano na Série A2 do Brasileirão Feminino.
O União Desportiva Alagoana, ou simplesmente UDA, vai para a quarta edição do torneio nacional.
Na primeira partida pela competição em 2020, o time foi goleado por 8 a 0 pelo Bahia.
A derrota, porém, ficou no passado.
O time retomou os treinamentos no dia 15 de setembro e já conquistou um título: a Copa Rainha Marta.
O técnico da equipe será Peu, ex-CSA e campeão mundial pelo Flamengo em 1981.
O próximo jogo do UDA será contra o Cruzeiro-RN no dia 28 de outubro, às 16 horas (horário de Brasília), no Rei Pelé.
Estado de Sergipe: O Santos Dumont volta bastante diferente para a disputa da A-2 do Brasileirão Feminino.
O clube chegou a estrear em março, no Pará, quando foi goleado pelo Esmac por 5 a 0 no Mangueirão.
O clube ainda tem quatro jogos a cumprir na primeira fase da competição.
Durante a paralisação das competições a CBF anunciou um pacote de medidas para ajudar os clubes das Séries C e D, além dos que estão disputando o Campeonato Brasileiro Feminino das Séries A-1 e A-2.
O Santos Dumont recebeu R$50 mil, porém, as atletas ainda não tiveram acesso ao dinheiro.
A informação passada pela capitã da equipe, Lígia Motalvão, é que o presidente do clube, Jogival Melo Passos, prometeu uma ajuda de custo de R$500, mas as jogadoras não aceitaram.
Segundo o dirigente da equipe sergipana, inicialmente as jogadoras do Santos Dumont entraram em um consenso sobre um valor de ressarcimento e acertaram a permanência no clube, porém quando foi divulgada a data de retorno das atividades no mês passado, a maioria delas pediu dispensa.
Com isso, o elenco precisou passar por uma enorme reformulação e atualmente conta com 21 jogadores, porém há tratativas por mais reforços para a disputa da competição.
Ainda não é possível elencar destaques do elenco, pois, ainda em formação, depende da regularização das jogadoras para efetiva participação delas com a camisa do clube.
Estão sendo mantidas conversas com a Federação Sergipana de Futebol para buscar auxílio para a regularização.
O presidente afirmou que está montando um time competitivo e não somente para participar da competição.
A ideia é trabalhar jogo a jogo, mas buscar a classificação para a próxima fase.
Estado da Bahia: O Tricolor baiano garantiu vaga na Série A2 após ser campeão estadual no ano passado.
Antes da parada, o Bahia goleou o UDA por 8 a 0, e lidera o grupo C.
Durante o período sem treinos, a equipe teve duas baixas: a goleira Raiane e a meia Fabi Miguel.
Para os lugares delas, chegaram a goleira Nágila, que veio do Minas Brasília-DF, e a meia Verônica, vinda do FPU Ravens-Estados Unidos.
Os treinamentos realizados durante a parada permaneceram intensos sob o comando do técnico Igor Morena.
Entre os destaques do time desde a retomada, estão as atacantes Gadu, artilheira do Baianão 2019, com 21 gols marcados e da Série A2, com três tentos marcados contra o UDA-AL, e Verena, que marcou oito gols pelo rival Vitória na elite do Brasileirão Feminino no ano passado e retorna para o futebol baiano após passagem pelo Valadares Gaia (Portugal).
A expectativa da comissão técnica é chegar entre os quatro primeiros colocados, buscando o acesso. Após isso, quem sabe pensar em título.
A ideia é respeitar a ordem dos processos, pensando antes em passar pela primeira fase, depois em ser primeiro colocado no grupo, sempre uma fase de cada vez.
Rebaixado da Série A1 de 2019, o São Francisco teve uma estreia amarga na Série A2 neste ano: derrota por 2 a 0 para o Real Ariquemes no Junqueira Ayres.
Durante a pandemia, o time manteve o grupo que vinha jogando e contratou quatro novas atletas: uma lateral, duas atacantes e uma zagueiros.
Os reforços devem se apresentar nos próximos dias.
Na paralisação, os treinos remotos sob supervisão do técnico Carlos Augusto priorizaram principalmente o aprimoramento técnico e tático.
As destaques são todas baianas: Natália, zagueira de 15 anos, Tamires, lateral-esquerda revelada em uma peneira no clube, e Nisse, atacante com grande poder de finalização.
“A gente mudou a filosofia. A maioria das jogadoras antes era de fora. Hoje, temos uma base da Bahia. As atletas que vêm são para somar. 90% da equipe é formada por atleta por atletas da Bahia”, declara Carlos Augusto.
O São Francisco busca se classificar para a próxima fase.
Mas além disso, quer aproveitar a competição para formar novas atletas.
*Colaboraram Afonso Diniz, Augusto César Gomes, Camila Alves, Pedro Alves, Renan Morais, Ruan Melo, Thiago Barbosa e Víctor Mélo.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





