Russell vence e McLaren é decacampeã da Fórmula 1.
Bortoleto é décimo sétimo colocado.
Inglês da Mercedes fez prova segura à frente de Verstappen.
Norris, que se envolveu em toque polêmico com o colega Piastri na largada, completou pódio.
O Grande Prêmio de Singapura terminou no Circuito de Marina Bay com festa para a Mercedes e a McLaren: a alemã celebrou neste domingo seu segundo triunfo de 2025 com George Russell, à frente de Max Verstappen.
Já a inglesa confirmou, com o terceiro lugar de Lando Norris, seu décimo campeonato de construtores da Fórmula 1.
A prova ainda teve o brasileiro Gabriel Bortoleto em décimo sétimo colocado.
A Mercedes não vencia há 8 corridas, desde a conquista também obtida por Russell no Grande Prêmio do Canadá, em junho.
Com sua primeira vitória no Circuito de Marina Bay, o jovem inglês chega também a cinco triunfos na carreira em um ano dominado pela McLaren.
Agora com dez títulos de construtores, a equipe de Lando Norris e Oscar Piastri superou a Williams e é a maior campeã da Fórmula 1, atrás só das 16 conquistas da Ferrari.
A conquista sucedeu o campeonato de 2024, resultado que quebrou um jejum de 26 anos do time de Woking.
No entanto, o time está há três provas sem ganhar, neste período, Verstappen chegou ao topo do pódio duas vezes.
Terceiro e quarto colocados, Norris e Piastri somam agora 650 pontos para a McLaren na tabela, contra 325 da vice-líder Mercedes.
Piastri segue na liderança do Mundial de pilotos; sua vantagem sobre Norris caiu para 22 pontos.
A dupla, por sinal, teve alguns atritos na prova deste domingo (5): eles colidiram na largada, com Lando saindo na frente, e Oscar sofreu com um pit stop de 5s2.
De décimo terceiro colocado, Bortoleto caiu para décima quarta posição na largada, sofrendo um contato com Lance Strol.
Por isso foi o primeiro piloto a visitar os boxes, na volta 14.
A troca do bico de sua Sauber o fez retornar em último lugar.
Então, se beneficiou das paradas de outros rivais para ganhar posições no decorrer da prova.
No entanto, foi ultrapassado por Sainz no quinquagésimo terceiro giro e perdeu mais colocações, terminando só em décimo sétimo colocado.
Resultado:
GEORGE RUSSELL (Mercedes)
MAX VERSTAPPEN (RBR) +5s430
LANDO NORRIS (McLaren) +6s066
OSCAR PIASTRI (McLaren) +8s146
KIMI ANTONELLI (Mercedes) +33s681
CHARLES LECLERC (Ferrari) +45s996
FERNANDO ALONSO (Aston Martin) +80s667
LEWIS HAMILTON (Ferrari)*
OLIVER BEARMAN (Haas) +93s527
CARLOS SAINZ (Williams) + 1 volta
ISACK HADJAR (RB) + 1 volta
YUKI TSUNODA (RBR) + 1 volta
LANCE STROLL (Aston Martin) + 1 volta
ALEXANDER ALBON (Aston Martin) + 1 volta
LIAM LAWSON (RB) + 1 volta
FRANCO COLAPINTO (Alpine) + 1 volta
GABRIEL BORTOLETO (Sauber) + 1 volta
ESTEBAN OCON (Haas) + 1 volta
PIERRE GASLY (Alpine) + 1 volta
NICO HULKENBERG (Sauber) + 1 volta
*Lewis Hamilton foi punido com 5s por escapar do traçado diversas vezes sem razão aparente.
A Fórmula 1 retorna daqui a duas semanas, em 19 de outubro, com o Grande Prêmio dos Estados Unidos.
A etapa será a décima nona etapa de um total de 24 do campeonato.
Russell conseguiu manter-se à frente de Verstappen; atrás dele, porém, as McLarens se tocaram.
O incidente se deu na curva 3, pouco depois de Norris tentar uma aproximação de Verstappen; o inglês parelhou com Piastri e saiu à frente, indo de quinto para terceiro.
O australiano, porém, caiu de terceiro para quarto e ainda danificou sua asa dianteira.
Já Lando sofreu dano menor na peça.
Antonelli, que largou na segunda fila atrás de Verstappen, caiu para o sexto lugar.
Aparecia atrás de Leclerc, que subiu do sétimo para o quinto posto.
Quem também perdeu uma posição foi Hamilton, ocupando a posição anterior de seu companheiro da Ferrari. Bortoleto acabou caindo de décima quarto lugar para décima quinta posição na largada, superado por Stroll.
Ele teve um contato com o canadense da Aston Martin na largada.
A McLaren retornou Piastri, informando-o terem avaliado que a colisão se deu como consequência de Norris tentando evitar contato com Verstappen.
O piloto, porém, questionou não fazer sentido evitar bater em outro carro arriscando contato com o próprio companheiro.
Com Norris à frente, o inglês passou a ser o piloto-chave da equipe em busca de uma posição melhor: o segundo lugar de Verstappen.
Na volta 18, a McLaren arriscou com um blefe quando a diferença entre eles era de apenas 1 segundos.
No entanto, quem parou primeiro foi o holandês, no vigéimo giro.
Trocou os pneus macios usados pelos duros, retornando em sétimo lugar.
Na volta 26, o engenheiro Will Joseph perguntou a Norris se dada a diferença entre eles, de 4s4, o inglês deixaria o colega ir aos boxes primeiro.
Lando respondeu que sim, mas repensou e negou.
O time, então, o chamou à garagem no giro seguinte; o piloto do carro 4 voltou em terceiro lugar, mas atrás de Verstappen.
Piastri parou na volta 28, no entanto, seu pit stop estendeu-se por 5s2.
Retornou em quarto lugar, 5 segundos atrás do companheiro, que seguia na cola do tetracampeão da RBR.
Já na metade final da prova, Verstappen quase acertou o muro e reclamou da dirigibilidade pelo rádio.
Na volta 39, queixando-se também da traseira travada, voltou a sofrer pressão de Norris, 1s5 atrás.
A distância entre eles aumentou brevemente, sobretudo com a presença de vários retardatários entre eles.
E embora Lando tenha se reaproximado nas 12 voltas finais, não conseguiu chegar mais perto.
Russell faz prova tranquila à frente de Verstappen: O segundo lugar de Verstappen tornou-se a única posição da frente em jogo dado o ritmo modesto mas seguro do vencedor, Russell.
Da sexta volta para a 12ª, o inglês dobrou sua vantagem na ponta de 3 segundos para 6 segundos
Enquanto isso, Max relatava problemas na redução de marcha de sua RBR que o time ainda não conseguia sanar.
A Mercedes parou Antonelli e Russell juntos, na volta 26, sem nenhuma intercorrência.
2 giros depois, George recuperou a liderança à frente do tetracampeão.
Os pneus duros e novos deram mais fôlego a Verstappen.
Na volta 35, sua desvantagem em relação ao líder era de 2s8, diferença que chegou a 4s após a rodada de pit stops no vigésimo nono giro.
Russell, porém, respondeu aumentando o ritmo.
Hamilton volta a sofrer com os freios e é punido: Problema recorrente no início da temporada, os freios da Ferrari do veterano voltaram a dar dor de cabeça, desta vez, parando de funcionar de vez a 3 voltas do fim.
Na ocasião, ele perseguia Antonelli pelo quinto lugar; o veterano conseguiu ganhar posições com as paradas de Verstappen e Leclerc nas voltas 20 e 22.
Por repetidas vezes, Hamilton informou seu engenheiro, Riccardo Adami, do problema.
No giro seguinte, Adami pediu que o veterano deixasse Leclerc passá-lo.
Em sétimo, o heptacampeão passou a ter Alonso em seu encalço; e o espanhol não ficou feliz com o rival na pista.
“Não acredito nessa p…, não acredito nessa p…, não acredito nessa p… É seguro dirigir sem freios? Você não pode pilotar assim. Eu devia estar na p… do sétimo lugar. Não respeitou as bandeiras vermelhas ontem (na classificação) e hoje eles (Ferrari) têm a pista livre pra eles”.
Alonso fez menção ao sétimo lugar por ter sido prejudicado na volta 29 com um pit stop lento: de quinto, o bicampeão caiu para o décimo quinto colocado.
Apesar do contratempo, o veterano seguiu em busca da zona de pontuação e chegou a protagonizar uma bela ultrapassagem sobre Isack Hadjar pelo décimo terceiro lugar.
No fim das contas, voltou ao top 10 e ganhou o sétimo lugar, já que Hamilton, que o segurou até a bandeirada, recebeu 5s por sair da pista diversas vezes.
Aos comissários, Hamilton confirmou o fato, atribuindo-o à tentativa de pilotar com a falha nos freios.
Porém, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não considerou a justificativa razoável, o que o piloto e a Ferrari não contestaram.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





