Em jogo com torcida e cinco bolas na trave, Cruzeiro vence a Ponte Preta e sobe na tabela.
Raposa marca com Bruno José e chega a dez jogos de invencibilidade na Série B.
Macaca, que reclamou de pênalti em Moisés, continua sem vencer fora de casa.
O placar de 1 a 0 engana.
O duelo entre Cruzeiro e Ponte Preta, na manhã deste sábado (11), teve todos os ingredientes de um jogão.
Entre presença de público, com 4.467 pagantes na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, polêmica de arbitragem e cinco bolas na trave (duas para os mineiros e três para os paulistas), a Raposa levou a melhor com gol de Bruno José no segundo tempo, pela rodada 23 da Série B do Brasileiro.
Com o resultado, o Cruzeiro chegou à décima partida de invencibilidade na Série B e subiu na tabela, chegando aos 29 pontos e assumindo a décima terceira colocação.
Já a Ponte Preta, ainda sem ganhar fora de casa, estacionou nos 25 pontos, à beira da degola, a diferença, que é de dois, pode chegar a um ponto no complemento da rodada.
O time campineiro reclamou de um pênalti não marcado em Moisés no início do segundo tempo, o árbitro não revisou o lance após consulta ao VAR.
O Cruzeiro volta a campo na quinta-feira (16), contra o Operário, às 19 horas (horário de Brasília), novamente na Arena do Jacaré, com torcida também.
Já o próximo compromisso da Ponte Preta é o dérbi campineiro, na sexta-feira (17), quando encara o rival Guarani a partir das 21h30 (horário de Brasília) em casa, no Moisés Lucarelli.
Foram duas partes bem distintas na etapa inicial.
Uma antes e outra depois da parada para hidratação.
Na primeira, domínio do Cruzeiro.
Ofensivo, o time levou perigo em dois chutes de Claudinho (uma na trave), uma arrancada de Thiago que parou em defesaça de Ivan, uma cobrança de falta de Eduardo Brock e outro cabeceio do zagueiro, em lance em que foi flagrado impedimento.
Após a hidratação, a Ponte cresceu no jogo.
Explorando as jogadas pela esquerda do ataque, principalmente, o time levou perigo.
As principais chances foram com Moisés, que deu muito trabalho à defesa cruzeirense.
Entretanto, Fábio e Ivan saíram-se bem e foram para o intervalo sem levar gols.
A Ponte já começou assustando na segunda etapa. Com Marcos Júnior, em chute de fora da área, mandou uma bola na trave.
Também reclamou de um pênalti em Moisés, o árbitro não revisou o lance após consulta ao VAR.
Com três mudanças para a segunda etapa, o Cruzeiro tentou responder com mais velocidade.
E, justamente com duas das mexidas, chegou ao gol.
Marco Antônio brigou na área, Bruno José pegou a bola e mandou um belo chute.
A Ponte Preta tentou o empate, também mudando o time.
Em bola parada, levou outra bola na trave, agora em chute de Ednei.
O time campineiro tentou o empate no fim, mas quase levou foi o segundo, com Marco Antônio mandando uma bola no travessão.
Ainda deu tempo de Camilo colocar outra bola no travessão, desta vez em cobrança de falta que Fábio desviou com a ponta dos dedos.
Foram 4.467 torcedores na Arena do Jacaré. Muito calor no estádio.
Houve aglomeração dentro e fora do estádio e quebras de protocolo com pessoas ficando sem máscara.
O Cruzeiro tem uma liminar no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que autoriza atuar com presença de público no estádio, desde que a cidade do local do jogo esteja liberada pelas autoridades.
É o segundo jogo da Raposa com torcida.
Nenhum outro clube da Série B atuou como mandante com apoio das arquibancadas.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





