Nike tira da Puma norueguesa que boicotou ida à Copa do Mundo.
Ada Hegerberg se recusou a defender país em protesto por igualdade de gênero.
A Nike deu mais um passo na estratégia de defender a igualdade de gêneros e, consequentemente, a equidade salarial no esporte.
A marca americana fechou patrocínio à atacante norueguesa Ada Hegerberg, que era apoiada pela Puma e é conhecida por fazer muitos gols com as camisas do Lyon e da seleção de seu país, além de ter se recusado a disputar a Copa do Mundo Feminina de 2019 em protesto à desigualdade de condições entre homens e mulheres e à inequidade salarial.
De acordo com a revista Forbes, a atacante, que fará 25 anos no mês que vem, é tetracampeã da Champions League e ganhou a Bola de Ouro Feminina em 2018, assinou contrato por dez anos.
A publicação revelou que o valor pago à jogadora não deverá ser igual a algumas das grandes estrelas da Nike no futebol masculino, mas que chegará perto.
Kylian Mbappé, do Paris Saint-Germain e da seleção francesa, por exemplo, recebe US$ 4 milhões anuais.
Já a AFP (Agence France-Presse) falou em um contrato de € 1 milhão por ano para a jogadora norueguesa.
“Para mim, pessoalmente, esse é um passo inovador na minha carreira. Eu sinto que a Nike inspirou milhões de pessoas no esporte, e ajuda em uma espécie de virada quando se trata de elevar as mulheres no esporte. Espero que essa parceria possa fazer história novamente em campo quando eu voltar”, afirmou a atleta, em uma entrevista à revista feita por videoconferência.
A Nike já vem há algum tempo apoiando publicamente os esforços para reduzir a disparidade salarial entre atletas homens e mulheres, incluindo campanhas publicitárias centradas no apoio às jogadores da seleção nacional de futebol dos Estados Unidos, campeãs do Mundial que Ada Hegerberg se recusou a participar, e suas demandas por uma remuneração mais justa após a conquista do título.
Em agosto do ano passado, por exemplo, a marca decidiu mudar a política com atletas grávidas após uma polêmica com seu nome feminino mais forte, a tenista Serena Williams.
A resolução garante às futuras mães que não tenham nenhum tipo de redução nos rendimentos por um período de 18 meses a partir do momento em que engravidaram.
Reportagem: Maquinadoesporte.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





