50 anos do Tri: Museu Seleção Brasileira resgata memórias da Copa de 1970.
Pelos corredores do Museu, a história da Copa do Mundo de 1970 é contada e relembrada através de peças e memórias do Tri.
A série “50 anos do Tri” relembra, em crônicas e reportagens, a conquista da Copa do Mundo de 1970 pela Seleção Brasileira.
Serão várias publicações ao longo do mês de junho, que marca o aniversário do terceiro título mundial do Brasil.
A história da Copa do Mundo de 1970 pode ser contada de diversas formas, seja através de seus campeões, suas cidades ou por quem viveu.
O Museu Seleção Brasileira, localizado na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), se propõe a mostrar a conquista do tricampeonato mundial de outra maneira: por meio dos objetos que resgatam a memória da competição.
No meio de tantas lembranças, é possível entender a vitoriosa campanha do Brasil com camisas, presentes de outras federações, a estátua de Pelé e, claro, a Taça Jules Rimet.
O acervo do Museu foi pensado estrategicamente para trazer de volta as memórias de quem viveu a Copa de 1970, levando ainda quem não estava vivo até 50 anos atrás.
Antônio Carlos Napoleão, Gerente de Memória e Acervo da CBF, explica melhor a importância da conquista histórica e de poder contar mais sobre esse grande momento através dos objetos presentes no local.
“As peças da Copa do Mundo de 1970 expostas no Museu Seleção Brasileira são a memória eterna da conquista definitiva da Taça Jules Rimet, que foi um divisor de águas na história do futebol mundial, uma vez que foi a primeira Seleção a conquistar a posse definitiva do troféu. Além disso, para os visitantes do Museu, é a chance para aqueles que viveram a conquista matarem a saúde, e aos que não vivenciaram poderem ter uma noção do que representou a conquista de uma das maiores seleções da história do futebol mundial. A conquista do tri comprovou na prática a previsão de que a qualidade técnica do jogador brasileiro prosseguia insuperável, desde, é claro, que os trabalhos de treinamento tático e de preparação física fossem conduzidos com acerto”, disse.
Durante o passeio pelo Museu, alguns objetos especiais chamam a atenção quando se fala na Copa do Mundo de 1970.
Um deles é a camisa utilizada no torneio, que está exposta junto a outras históricas da Seleção.
Ela também aparece na estátua de cera de Pelé, que foi inaugurada em 2020 e está localizada no meio de um dos espaços.
Na obra perfeita, o camisa 10 utiliza o uniforme daquele Mundial.
Antônio Carlos Napoleão também falou um pouco sobre momentos marcantes da Copa de 1970, que podem ser vistos em algumas partes do Museu com áudio e vídeo.
As jogadas citadas por ele, inclusive, vão de encontro com a estátua de cera de Pelé e sua importância naqueles jogos.
“A conquista do tri se tornou um capítulo mais do que especial na história da Seleção Brasileira e do futebol mundial pelas seis vitórias e por, pelo menos, quatro jogadas de efeito que fazem parte de qualquer enciclopédia que se proponha a contar a história do futebol, todas envolvendo Pelé. São elas: a bola chutada do meio-campo que saiu raspando o travessão, enquanto o goleiro tcheco Viktor corria inútil e desesperadamente para detê-la; a antológica defesa do inglês Gordon Banks em cabeçada certeira no canto direito, após cruzamento de Jairzinho; o inédito drible de corpo que enganou Mazurkiewicz, seguido da conclusão que saiu caprichosamente pelo lado esquerdo da baliza defendida pelo uruguaio; e o toque de gênio, calculado com régua e compasso, para Carlos Alberto Torres marcar o quarto gol contra a Itália”, disse o Gerente de Memória e Acervo.
O momento mais emocionante é o encontro com a Taça Jules Rimet, que está exposta junto aos outros quatro troféus de Copas do Mundo da Seleção.
Em uma sala com cenas das vitórias brasileiras e narrações especiais, o torcedor se sente em uma atmosfera vitoriosa e cheia de recordações.
O corredor seguinte faz uma bela homenagem aos jogadores que fizeram parte de cada um dos títulos do Brasil em uma constelação de estrelas separada por anos e conquistas.
Completando as lembranças do Mundial de 1970, alguns itens foram trazidos diretamente do México.
Um deles é uma réplica da escultura de bronze de três atletas brasileiros que fica na Praça Brasil, localizada em frente ao estádio Jalisco, em Guadalaraja.
Depois, como é comum em jogos entre seleções, os presentes oferecidos pelas outras Federações: o troféu da bola em inox com a simbologia dos países participantes da Copa do Mundo, entregue pela Federação Mexicana de Futebol, o quadro em madeira com a imagem da Taça Jules Rimet em inox, dado pela FIFA a todos os países participantes, uma Amphora de prata com pedras de jade, presente da Federação Peruana de Futebol; e um jarro de prata da Federação de Futebol da Grécia.
Entre tantas memórias, as que representam a Copa do Mundo de 1970 estão entre as mais especiais.
O Museu Seleção Brasileira conta ainda com narrações de gols e histórias de jogadores em um dos espaços interativos do local, trazendo ao visitante a experiência completa daquele ano e da conquista do tricampeonato.
Por conta da pandemia do novo Covid-19, as atividades do Museu Seleção Brasileira estão suspensa, respeitando as recomendações de saúde.
Mas logo os torcedores poderão voltar ao lugar para reviver as memórias da história vitoriosa do Brasil.
Reportagem: CBF.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





