Hamilton e Russell, segundo e terceiro colocados, não dividiam o pódio desde a vitória do jovem britânico no Grande Prêmio de São Paulo de 2022.
Líder do campeonato, holandês conquistou terceiro triunfo seguido em 2023.
Nadando de braçada rumo ao tricampeonato, Max Verstappen saiu vencedor do Grande Prêmio da Espanha deste domingo, liderando de ponta a ponta após largar da pole position.
O triunfo do holandês, porém, foi acompanhado pelo pódio duplo da Mercedes, que pôs Lewis Hamilton em segundo lugar e George Russell em terceiro.
A equipe alemã supera a Aston Martin e assume a vice-liderança do Mundial.
Max agora soma 40 vitórias na carreira, a uma de igualar Ayrton Senna como quinto maior vencedor da história.
Este também foi o quinto triunfo do bicampeão em 2023, o terceiro consecutivo após triunfos também em Mônaco, domingo passado, e no Grande Prêmio de Miami.
Além disso, o resultado deste domingo valeu como a terceria conquista do bicampeão no Circuito de Barcelona-Catalunha.
Ele já havia vencido em 2016, na primeira corrida com a RBR, e em 2022.
A equipe austríaca é a única a vencer em 2023, faturando as sete rodadas já disputadas até aqui.
Após largar da quarta colocação, Hamilton conquista seu segundo pódio neste ano, tendo faturado o primeiro ao chegar na segunda colocação no Grande Prêmio da Austrália. Para Russell, é a primeira vez entre os três primeiros colocados na atual temporada.
O resultado é mais um aceno positivo ao “novo” carro da Mercedes.
A equipe alemã trouxe seu primeiro grande pacote aerodinâmico no Grande Prêmio de Mônaco no último domingo, prova que teve Hamilton em quarto lugar.
Destaque para a corrida de recuperação de Sergio Pérez: postergar seu pit stop até volta 28 ajudou a mandá-lo à zona de pontuação.
Uma vez no top 10, o mexicano fez valer a potência do RB19, carro da RBR.
Já era terceiro na quadragésima sexta volta e, parando uma segunda vez no quinquagésimo primeiro giro, chegou em quarto lugar.
A McLaren viu escapar pelos dedos uma chance de ouro: Lando Norris largou em terceiro neste domingo, porém, foi cercado por Hamilton e Lance Stroll e quebrou o bico após tocar no carro do heptacampeão.
O britânico não saiu do fundo do grid durante a prova e chegou ao décimo quinto lugar, mas após suas trocas de pneus, caiu para décimo sexto lugar.
Resultado
Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1 de 2023:
Posição Piloto (equipe) Diferença Pontos
1º Lugar: Max Verstappen (RBR) – 26
2º Lugar: Lewis Hamilton (Mercedes) +24s090 18
3º Lugar: George Russell (Mercedes) +32s389 15
4º Lugar: Sergio Pérez (RBR) +35s812 12
5º Lugar: Carlos Sainz (Ferrari) +45s698 10
6º Lugar: Lance Stroll (Aston Martin) +1m03s320 8
7º Lugar: Fernando Alonso (Aston Martin) +1m04s127 6
8º Lugar: Esteban Ocon (Alpine) +1s09s242 4
9º Lugar: Guanyu Zhou (Alfa Romeo) +1m11s878 2
10º Lugar: Pierre Gasly (Alpine) +1m13s530 1
11º Lugar: Charles Leclerc (Ferrari) 1m14s419 –
12º Lugar: Yuki Tsunoda (AlphaTauri) 1m15s416 –
13º Lugar: Oscar Piastri (McLaren) 1 volta –
14º Lugar: Nyck de Vries (AlphaTauri) 1 volta –
15º Lugar: Nico Hulkenberg (Haas) 1 volta –
16º Lugar: Alexander Albon (Williams) 1 volta –
17º Lugar: Lando Norris (McLaren) 1 volta –
18º Lugar: Kevin Magnussen (Haas) 1 volta –
19º Lugar: Valtteri Bottas (Alfa Romeo) 1 volta –
20º Lugar: Logan Sargeant (Williams) 1 volta –
A Fórmula 1 retorna daqui a duas semanas em 18 de junho, com o Grande Prêmio do Canadá, oitava etapa de 23 nesta temporada.
Verstappen agora sustenta 170 pontos no campeonato de pilotos, aumentando de 39 pontos para 43 pontos sua vantagem sobre o vice-líder, Sergio Pérez, colega do holandês na RBR.
A equipe austríaca segue absoluta no Mundial de construtores com 287 pontos, 135 pontos a mais que a mais nova vice-líder, Mercedes.
A octacampeã de construtores, que tinha um ponto a menos que a Aston Martin, agora está 18 na frente da rival.
A largada: Max largou com pneus médios, com os nove atrás dele optando pelos compostos macios. Pérez, décimo primeiro, também adotou os mesmos pneus que o colega de equipe.
Leclerc e Sargeant, que largaram do pit lane, escolheram respectivamente os duros e médios.
Sainz se colocou atrás de Verstappen e chegou a ficar lado a lado com o bicampeão na aproximação da primeira curva, por fora.
No entanto, o piloto da RBR conseguiu manter a dianteira.
Quem fez uma largada ruim foi Lando Norris, cuja corrida “terminou” ainda no início, cercado por Hamilton e Stroll.
O britânico da McLaren quebrou o bico do carro no contato com o heptacampeão da Mercedes e teve que ir para os boxes, caindo pra vigésimo lugar.
Stroll, que pela primeira vez classificou-se à frente do colega Fernando Alonso, conseguiu pular de quinto para primeiro, superando Norris e depois, Hamilton.
Tranquilo na ponta: Verstappen precisou de apenas 15 voltas para começar a construir uma liderança solidíssima, sustentando mais de 7 segundos sobre Sainz.
As posições abaixo dele na corrida mudaram, mas a superioridade do bicampeão permaneceu à frente de Hamilton, Russell e Pérez, que se revezaram na vice-liderança antes de suas respectivas trocas.
No momento de seu primeiro pit stop, na volta 27, o holandês tinha 29 segundos sobre o colega da RBR, que estava em segundo lugar.
Na metade da corrida, quando o britânico heptacampeão superou Sainz para retornar à vice-liderança da corrida, Max já abria 13 segundos sobre o rival.
Já nos últimos giros da prova, Verstappen começou a sofrer com muito desgaste de seus pneus médios e visitou os boxes uma segunda vez, com tranquilíssimos 39 segundos de vantagem sobre Hamilton.
Ele seguiu a estratégia da Mercedes de adotar os pneus macios no fim da corrida, e manteve-se na ponta com 18s6 para o heptacampeão.
O bicampeão ainda chegou muito perto de ser punido por exceder os limites da pista, após receber duas advertências e uma bandeira preta e branca pelo terceiro incidente.
Brigando no topo: A evolução progressiva da Mercedes após um desempenho mais aquém nos treinos da etapa, que que chegou a desanimar Lewis Hamilton e George Russell, se confirmou na corrida.
Com ritmo muito superior às rivais Ferrari e Aston Martin, a dupla conseguiu entrar na briga pelo pódio ainda no primeiro terço da prova. Ambos largaram com pneus macios.
O piloto do carro 63, que largou em décimo segundo lugar, chegou a perder terreno para Sainz, já mais lento que Hamilton.
A dupla postergou seus pit stops até a volta 26, mas o espanhol não conseguiu fazer valer a vantagem por ter parado antes e foi ultrapassado por Hamilton na volta 28, e Russell, no trigésimo quinto giro.
Russell fez seu segundo pit stop na volta 46 e Hamilton, na quinquagésima primeira.
A dupla optou pelos pneus macios novamente, estratégia “copiada” pela RBR com Pérez, também no quinquagésimo primeiro giro da corrida e, duas voltas depois, Verstappen, que se queixou do alto desgaste de seus compostos médios.
Corrida de recuperação falhou: Além da falta de ritmo de Sainz para brigar com as duas Mercedes, a Ferrari nem sequer terminou a corrida com seus dois pilotos na zona de pontuação, com Charles Leclerc apenas em décimo segundo lugar.
O piloto largou do pit lane após trocar a traseira de seu carro, na tentativa de investigar e sanar o problema mecânico que afetou seu desempenho na classificação e fez com que ele saísse ainda no Q1, em décimo nono lugar.
Leclerc já estava em décimo sétimo lugar após as cinco primeiras voltas e, com algumas ultrapassagens nos giros seguintes, era décimo primeiro lugar.
A largada com pneus duros estenderia sua permanência na pista, mas a Ferrari decidiu arriscar quando ele estava em oitavo, na décima sexta volta, e pôs os compostos macios no piloto de Mônaco.
Charles voltou para décimo sétimo lugar, mas já na metade final da prova, entrou na zona de pontuação em nono.
Sua segunda troca de pneus na quadragésima segunda volta, para colocar os pneus duros, o mandou para décimo primeiro lugar.
No rádio da equipe, ele havia pedido que o time escolhesse os compostos macios, solicitação que não foi atendida.
Aí, Leclerc perdeu terreno, indo para décima terceira e terminando a prova duas posições na frente.
Parece que o jogo virou…
Stroll despontou desde que se classificou à frente de Alonso no sábado ( – em quinto contra o oitavo lugar do colega após a punição de Pierre Gasly, por atrapalhar Sainz e Verstappen na classificação. Pressionado pelos resultados do companheiro, o canadense pulou para terceiro na largada e, embora tenha sido superado por Hamilton e Russell, fez uma prova consistente para manter-se no top 6.
A segunda troca de pneus de Stroll o mandou novamente para fora do top 10, na volta 35.
Entretanto, ele conseguiu se recuperar na metade final da corrida.
Alonso teve um dia mais discreto, embora não tenha arriscado deixar de pontuar na prova; o bicampeão, por fim, conseguiu cruzar a linha de chegada colado com o companheiro da Aston Martin.
Sorte!
Gasly, originalmente quarto colocado no grid inicial, foi punido e caiu para décimo.
E se o francês ao menos pôde manter-se no top 10 apesar da sanção, as coisas continuaram a desandar ao longo da corrida.
O piloto da Alpine perdeu uma posição nas dez primeiras voltas, chegou a subir para sexto mas foi prejudicado com dois pit stops lentos, o último durou 5 segundos.
Com isso, ele acabou em décimo primeiro lugar pressionado por Leclerc nas voltas finais.
O resultado final, porém, mudou por uma punição a Yuki Tsunoda: os 5 segundos dados ao piloto da AlphaTauri, originalmente nono, alçaram Gasly ao décimo lugar.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





