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Análise

Vasco e Joinville fazem caminho ‘quase sem volta’ no Brasileirão

Há quatro rodadas do encerramento do primeiro turno, Vasco e Joinville -18º e 20º colocados na tabela, respectivamente-, mostram a todos que a briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro deste ano promete ser acirrada apenas em duas, das quatro temidas vagas que nenhum clube deseja ocupar após a 38ª rodada. Tanto a equipe carioca, quanto a catarinense, apresentam um futebol abaixo da crítica e facilitam suas ‘iminentes’ quedas. Aliás, caso estivessem na série B, com estes elencos e, principalmente, desempenhos, certamente figurariam do meio da tabela para baixo.

Na rodada deste final de semana, tudo ficou mais claro com relação a esse caminho que ambos os times traçam rumo ao descenso. O Vasco, terceiro colocado na segundona ano passado, sofreu sua nona derrota na disputa, desta vez em casa e de forma vexatória para o Palmeiras, 4 a 1, com lances bizarros da defesa e do ataque. Já o JEC, atual campeão da série B,  perdeu fora de casa para o Santos, 2 a 0, e demitiu Adilson Batista, seu segundo treinador desde o início do brasileirão.

Números 

O desempenho dos times até aqui assombra seus torcedores e os deixa quase sem esperanças, afinal, as possibilidades melhoracalculadoras-escritorio-de-negocios-escrever_3207413 substancial são reduzidas e isso teria que ser acompanhado de uma queda, também substancial de quem está a frente. Dos 45 pontos disputados, o Vasco ganhou 12, registrando aproveitamento de 26,6%. Já o Joinville foi ainda pior, conquistando apenas nove pontos, aproveitamento de 20%.

Nem os jogos em casa, onde o apoio da torcida pode fazer alguma diferença, tem sido favorável. A equipe da Colina ganhou apenas cinco dos 21 pontos disputados em São Januário (três pontos foram conquistados em Cuiabá, diante do Flamengo, com mando do Vasco), sendo assim, o aproveitamento de pontos em casa é de meros 33%. Com um jogo a menos disputado sob seus domínios em relação ao Vasco, o Joinville ganhou seis pontos dos 21 possíveis, cravando 28%. Fora, a situação fica muito pior, Vasco e Joinville ganharam, respectivamente, 19% e 12% dos pontos.

Os ataques são inofensivos, a medida que se avançam as rodadas, a diferença de gols é gritante. Em quinze jogos, um time que aspire, no mínimo, a sua manutenção na divisão, não pode anotar oito gols, caso do ataque vascaíno, e sete gols, caso do ataque catarinense. É pífio! Os dois juntos tem quatro gols a menos que o Santos, que está na modesta décima quinta colocação e, pelo menos no momento, é um potencial concorrente para vascaínos e joinvilenses.

Declarações e atitudes de rebaixados 

Quando a coisa está ruim dentro de campo é natural que fora dele alguns percalços aconteçam, o inverso também é natural. No caso destas equipes, não está sendo nada diferente. Logo após o jogo diante do Santos, a diretoria do Joinville demitiu o técnico Adílson Batista, que esteve a frente do time desde 4 de junho, perdeu seis jogos, venceu dois e empatou outros dois. O time inicia a semana sem um comandante e o presidente Nereu Martinelli disse que pretende contratar um substituto ainda essa semana.

Herrera e Martin
Martin Silva e Herrera foram personagens negativos diante do Palmeiras

Em São Januário, as coisas, por incrível que pareça, demonstram ser ainda piores que na Arena Joinville. Trata-se de um clube grande, quem tem camisa e torcida, quatro vezes campeão nacional, com todo respeito ao Joinville, há muita diferença. A noite de domingo (26/7) mostrou aos torcedores do Vasco uma realidade dura, cruel eu diria. O time todo nada jogou, nem 10% do futebol horrível das rodadas anteriores. Atuações que beiram o constrangimento, tais como, em particular, do goleiro uruguaio Martim Silva e do atacante argentino Herrera, coincidentemente, dois gringos. Este último perdeu o gol mais feito desde o episódio Deivid, atuando pelo rival Flamengo.

No intervalo da partida, o técnico cruz maltino Celso Roth (que já é o segundo, ele substituiu Doriva demitido no final do mês passado) promoveu as três alterações que tem direito, uma delas despertou curiosidade em todos, ele colocou o goleiro Jordi em lugar de Martin Silva, que falhou em pelo menos dois dos três gols sofridos pela equipe no primeiro tempo. Na coletiva, Roth foi taxativo e disse que o fez por opção técnica, que não houve outro motivo e sobre a situação do time, completou com uma frase que considero ainda mais preocupante: “Pior que está não fica!”. Eurico Miranda esteve em São Januário ontem até o início da partida, mas se retirou após o primeiro gol palmeirense, além de polêmico, o cartola prevê situações em que deve se retirar “de fininho”.

Roth
Roth, sobre situação do time vascaíno: “Pior que tá não fica”

O confronto

O dia 9 de agosto nos reserva o encontro dos desesperados, e desesperados mesmo, sem exagero na expressão. Neste domingo, Vasco e Joinville vão jogar em São Januário, as onze da manhã. A partida será válida pela décima sétima rodada e numa projeção rápida, eu entendo que eles se encontrarão numa condição de lanterna e vice lanterna.

Isto porque na próxima quarta-feira (29/7), a equipe de Roth vai encarar o Corinthians, fora de casa. Uma tarefa dificílima para qualquer um dos outros 18 concorrentes do time de Tite no campeonato, que dirá para o Vasco, que ‘ostenta’ os números acima. Uma defesa fraca e um ataque inofensivo diante do time paulista são indícios de uma derrota anunciada. O JEC tem um clássico pela frente, em casa, contra o Avaí, que faz campanha regular. Apesar das dificuldades, trata-se de um duelo regional, que pode terminar em empate ou até mesmo vitória do Joinville.

Ano passado pela série B, as equipes se enfrentaram em duas oportunidades. No primeiro jogo houve empate em 0 a 0 na Arena Joinville e no segundo, vitória do Vasco, em São januário, por 2 a 0.

Coritiba não entra nessa maré

Quem lê este meu raciocínio pessimista com relação a Vasco e Joinville pode estar se perguntando porque não incluo o Coritiba nesta mesma análise, uma vez que os números do Coxa são semelhantes aos apresentados por seus ‘companheiros de Z4’. Eu explico: o futebol que o time do Paraná mostra dentro de campo, independente do resultado, sugerem um futuro melhor, pode até não acontecer, mas sugerem.

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Treino do Coxa no Couto Pereira

O time do técnico Ney Franco (também o segundo só neste campeonato, antes o time era dirigido por marquinhos Santos) tem se mostrado muito mais regular e em muitos casos o resultado negativo não reflete, necessariamente, o que houve dentro de campo, diferente de Vasco e Joinville, que jamais saíram merecedores do resultado neste campeonato, na minha avaliação, nem mesmo quando venceram.

Ontem, por exemplo, o Coxa fez uma partida decente diante do Corinthians e mereceu o empate. O time tem no ataque peças interessantes como Kléber Gladiador, Evandro, Giva, Negueba, Keirrison e o experiente Marcos Aurélio. No meio, Alan Santos, Rosinei, Esquerdinha, Thiago Galhardo e o rodado Lúcio Flávio, além do voluntarioso Lucas Claro na defesa. Eu boto fé em uma melhor sorte do time de Ney Franco, é aguardar.

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Sou jornalista, apaixonado por futebol e política, mas, sobretudo, alucinado pela comunicação! Acredito no Brasil, confio nos seres humanos, sou entusiasta da transformação. Que Deus nos abençoe!