Iranduba lança vaquinha online: “Última forma de tentarmos sobreviver”.
Clube do Amazonas havia acertado patrocínio com empresa VeganNation em fevereiro de 2019 que previa pagamento em criptomoeda.
No entanto, vegancoin nem chegou a ser colocada no mercado.
O Iranduba lançou nesta quinta-feira (11) uma vaquinha online para ter recursos para manter seu time para a disputa da Série A1 do Brasileiro e também sobreviver depois da crise provocada pela ausência dos valores que teria que ter recebido do patrocínio.
O clube informa que precisa de ajuda financeira para sanar o atraso salarial com as atletas do elenco atual, algumas que já deixaram a equipe e comissão técnica.
Além disso para alimentação, moradia, custo de transporte para treinos (quando o futebol voltar) e passagens aéreas.
Como já foi publicado pelo blog em março, o acordo com a VeganNation, assinado em fevereiro de 2019, previa o pagamento em criptomoedas, que tinham previsão de serem colocadas no mercado em maio de 2019, fato que não ocorreu.
Com isso, não havia como o Iranduba trocar por dinheiro real para ter os altos valores prometidos como patrocínio (entenda aqui como foi a negociação).
A empresa havia dado um novo prazo, o último dia de março de 2020, para que as criptomoedas entrassem no mercado, mas não cumpriu com o novo prazo.
“A situação do Iranduba é terrível. Nós devemos três meses para as jogadoras desse ano, nós devemos a algumas atletas que já saíram do clube. Djeni, Andressinha, Gisele, Julia, entre outras. Algumas que saíram um pouco antes também e nossa comissão técnica também tem salário atrasado desde o ano passado. A situação é bastante complicada. Iranduba, reforço que de 2016 até o início de 2019, pagou certinho todas as suas contas, mas nós estávamos preparados para a partir de maio de 2019 termos o aporte financeiro da patrocinadora VeganNation e infelizmente não recebemos nenhum centavo. Até porque a empresa alega que nos passou criptomoedas, a Vegancoin, só que a moeda ainda não está no mercado. Não tem valor nenhum. Não adianta nada. É como se uma pessoa fosse paga com cheque sem fundo. Essa campanha é a última forma de tentarmos sobreviver”, disse Lauro Tentardini, diretor de futebol do clube.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





