Uruguai sai atrás do Chile, mas busca empate com gol de Suárez.
La Roja abre o placar com Vargas, mas Celeste pressiona na segunda etapa e chega ao gol com El Pistolero.
O Uruguai conseguiu seu primeiro ponto na Copa América.
Mas teve de suar um bocado para alcançá-lo.
A equipe Celeste saiu atrás do Chile na Arena Pantanal, mas cresceu no segundo tempo, pressionou e chegou ao gol com Suárez, que definiu o 1 a 1, usando mais a força do que propriamente a qualidade técnica.
A Roja, com o empate, aproxima-se da classificação às quartas de final.
Com o empate, o Chile vai a cinco pontos e ocupa momentaneamente a liderança do grupo A.
Mas pode ser ultrapassado por Argentina ou Paraguai.
Só se mantém na ponta se houver um empate nessa partida, que acontece logo mais.
O Uruguai fica na quarta posição, com um ponto em dois jogos.
O Uruguai pega a Bolívia na quinta-feira (24), às 18 horas (horário de Brasília), novamente na Arena Pantanal.
O Chile joga no mesmo dia, mas às 21 horas (horário de Brasília), contra o Paraguai, no Mané Garrincha.
O Uruguai foi mais agressivo.
E conseguiu, no início, exercer alguma pressão sobre o Chile, durante a qual Arrascaeta fez duas finalizações, a última delas perigosa.
Com o passar do tempo, porém, a Roja conseguiu dificultar a criação da Celeste.
E foi certeira.
Na única boa chance, Vargas, após tabela com Brereton, marcou um belo gol e abriu o placar.
O Uruguai voltou para o jogo melhor do que o Chile.
Não que tenha sido uma partida brilhante.
O time seguiu com dificuldades para trabalhar por dentro e municiar seus dois atacantes.
Exagerou nos levantamentos à área, em geral feitos pelo ponta Nández, acionado no intervalo.
Um dos cruzamentos deu certo.
Após escanteio cobrado por Facundo Torres, Vecino desvia no meio da área e Suárez, matador, completou no segundo pau.
Depois disso, Pulgar saiu machucado, não pôde ser substituído.
Virou ataque contra defesa. Mas o Chile conseguiu se segurar e garantiu o empate.
O meia Arrascaeta, do Flamengo, foi titular do Uruguai, mas não correspondeu completamente à confiança de Óscar Tabárez.
No início do jogo, até conseguiu duas finalizações, uma delas perigosa.
Depois disso, no entanto, apagou-se.
Acabou substituído no início da segunda etapa.
O atacante Vargas, do Atlético-MG, fez mais um gol para o Chile.
Foi seu segundo nesta edição de Copa América e o décimo quarto na história do torneio.
Fica a três dos maiores goleadores da competição continental em todos os tempos: o brasileiro Zizinho e o argentino Norberto Méndez, ambos com 17 gols.
Mas há preocupação.
Ele saiu com dores na coxa e pode desfalcar a equipe nas próximas partidas.
Embora estrelado, o ataque do Uruguai não vinha funcionando.
A equipe não marcava havia quatro jogos.
Se passasse em branco diante do Chile, alcançaria uma marca inédita na história (a de cinco partidas seguidas de seca).
Mas Suárez não deixou.
Em jogada típica de centroavante, o “Pistolero” completou cruzamento no segundo pau, empatou o duelo, somou um ponto à equipe e evitou o recorde negativo.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro




