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CBF (Confederação Brasileira de Futebol) explica por que precisa trabalhar com a data de 9 de agosto para início do Brasileirão.
É uma espécie de limite para entregar os calendários de 2020 e 2021 com segurança.
Reunião de quinta-feira só deu a data, porque os clubes pediram.
O departamento técnico da CBF disse aos clubes, no início da vídeo-conferência de quinta-feira (25), que o Campeonato Brasileiro não esperará pelo final de todos os estaduais.
Foi por isso que os clubes solicitaram uma data de previsão para o começo do Brasileirão.
A CBF, então, projetou: 9 de agosto.
Depois da divulgação do dia em que a confederação pretende iniciar a principal competição nacional, dirigentes se manifestaram dizendo que preferiam o dia 16, como você leu nesta manhã neste blog.
Por causa disso, o departamento técnico da CBF procurou o blog para esclarecer que considera o dia 9 de agosto a data limite para entregar, com segurança, todos os compromissos das temporadas de 2020 e de 2021.
Atrasar a decisão da Copa do Brasil, por exemplo, levaria à não indicação de um representante brasileiro na Taça Libertadores da América do ano que vem.
Atrasar o Brasileirão seria um risco ainda maior.
“Em Goiás, faltam oito datas, no Rio Grande do Sul faltam sete. Cada estado tem uma condição diferente”, diz o diretor do departamento de competições, Manoel Flores. Quer dizer, que o Rio Grande do Sul pode começar no dia 25 de julho e só terminar no dia 16 de agosto, impedindo o início do Brasileirão até mesmo uma semana depois da projeção atual.
Ou a situação sanitária entre os gaúchos pode não melhorar e obrigar o campeonato a ser retomado só em agosto.
Daí a ideia central de começar o Brasileiro em tempo de unir a temporada 2020 à 2021 e sem esperar o fim dos estaduais.
Foi por causa deste anúncio que os clubes fizeram questão da previsão de uma data.
Os clubes de São Paulo manifestaram-se contrariamente à decisão do dia 9 de agosto ainda na assembleia e o Athletico Paranaense não aceitou a hipótese de jogar em outra cidade se não houver liberação em Curitiba.
O acordo, aceito por 19 dos 20 clubes, é que os times de municípios sem liberação das secretarias de saúde até 9 de agosto jogarão em outro lugar.
Só o Athletico não concorda.
De fato, é um exercício duro formatar o calendário com competições que classificam umas para as outras.
De fato, o tempo não será farto para terminar esta temporada até fevereiro e iniciar a próxima na sequência.
O que os clubes contrários alegam é que podem precisar disputar jogos em tempo escasso e correr o risco grave de lesões.
No fundo, todo mundo tem uma parte de razão. Mas vai precisar haver entendimento.
Como se diz aqui desde o início da pandemia, o grande exemplo é o Campeonato Paulista de 1918, paralisado durante a pandemia da gripe espanhola.
Só terminou e teve o Paulistano como campeão, porque houve consenso.
O Paulistano disputou 16 jogos e o Santos, quarto colocado, jogou só 12 jogos.
Era mais fácil, porque o futebol era incipiente e não havia rebaixamento.
Mas só se concluiu, porque houve bom senso.
É o que vai precisar acontecer agora.
A explicação da CBF para projetar a data de 9 de agosto tem lógica e não visa a beneficiar ou prejudicar nenhum clube.
O ponto central será convencer todos os times que se manifestam a favor do início no dia 16 de agosto de que será necessário pensar no maior campeonato do país.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro