A torcida que colocou 728% mais dinheiro nas contas de um clube brasileiro em seis anos.
Fortaleza duplicou receita em 2019 e arrecadou R$ 58 milhões em dinheiro vindo diretamente da torcida.
Em seis anos, a participação do torcedor subiu de R$ 7 milhões para R$ 58 milhões.
Desde que o Campeonato Brasileiro passou a ter acesso e descenso, em 1988, o Fortaleza disputou a Série A em 1993, 2003, 2005 e 2006.
Isto, antes de seu retorno pela última vez em 2019.
Este último acesso se deu com o apoio incondicional da torcida.
No jogo do título da Série B, contra o Juventude, havia 57 mil espectadores.
Na Série A de 2019, teve a segunda maior média de torcedores pagantes, com 32.999, menos apenas do que o Flamengo.
A capacidade de atrair torcedores em número muito mais expressivo do que no passado ajudou o Fortaleza a subir a participação da torcida na receita do clube.
Em 2019, o Tricolor de Aço saltou de R$ 51 milhões de faturamento anual para R$ 120 milhões.
Deste montante, R$ 58 milhões vieram de bilheteria e sócios torcedores.
Ou seja, 42% da receita vem diretamente da participação de seus torcedores.
Num país em que a maior parte dos grandes times admite depender quase exclusivamente do dinheiro de televisão, é uma conquista.
O presidente do Santos, José Carlos Peres, é um dos que admitem que a divisão deveria ser mais equilibrada e que perder o dinheiro da TV agravou a crise, porque a porcentagem é muito alta.
O superávit de R$ 3,4 milhões é o maior da história do Fortaleza.
Reportagem: Blog do PVC
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





