
Este meu texto não dirá nada inédito, nada que ninguém já não soubesse ou não imaginasse antes mesmo do brasileirão da série B começar, mas, espere! Embora o autor tenha o desanimado, continue a leitura, ela é triste, contudo, não pode inexistir, mesmo que neste momento doloroso, afinal, todos nós torcemos pela Lusa.
Esta noite a namoradinha do Brasil apertou um pouco mais o laço da corda que há tempos contorna o seu pescoço, ao ser derrotado na simpática Itápolis pelo time local e carimbar a mais dura de suas passagens, aquela que a leva para terceira divisão do futebol nacional. Nunca antes na história da Portuguesa o clube havia passado por algo tão decadente.
O clássico placar construído pelo Oeste, 3 a 0, pouco importou, não foi esse revés que fez com que a colônia portuguesa amargasse esse momento, foi sim às inúmeras derrotas que sofreu ao longo dos últimos anos, seja dentro ou fora de campo. Se o clube não conseguiu levantar nenhum troféu, certamente, mereceu o de “piores administrações seguidas”.
Faltando cinco rodadas, com vergonhosos 21 pontos conquistados, a campanha é digna de dó, uma das piores da história da série B, 21% de aproveitamento. Nem de longe, nem de longe lembrou a “Barcelusa” de 2011, comandada por Jorginho Cantifas, nesta mesma segunda divisão. A torcida não merecia isso.
O pior para a Lusa não são nem os números frios de um campeonato, mas a falta de perspectivas. As entrevistas dos atletas após o jogo demonstravam algo além da tristeza do descenso… A Associação Portuguesa de Desportos tornou-se um abismo! Uma pena! Que a comunidade portuguesa possa mais uma vez acolher o clube, porque se depender de quem está frente dele, as coisas tendem a piorar ainda mais.





