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Análise

Timbu na Série B

Há vitórias e vitórias, e há conquistas e conquistas.

A do Náutico, neste domingo (8), contra o Paysandu, foi da maior possível.

Daquelas que definem uma geração de torcedores, a ser lembrada por muitos e muitos anos.

Do tipo que, se contada em um roteiro de filme, soaria inverossímil.

Até 20 minutos do segundo tempo, o Timbu perdia por 2 a 0 para o Papão dentro dos Aflitos, que já estava tomado por aquela estupefação que acomete o torcedor quando o jogo parece perdido.

Foi aí, no entanto, em que o Timbu se agigantou.

Fez da adversidade, força.

Diminuiu com Álvaro, pressionou pelo segundo gol e o encontrou nos minutos finais, com pênalti bem cobrado por Jean Carlos.

Na disputa de pênaltis que se seguiu ao empate, foi a vez de Jefferson brilhar e fazer o estádio explodir de alegria.

O Timbu, com muita luta e emoção – está de volta à Série B.

Parecia que o Paysandu era o dono da casa.

Sem ser excessivamente defensivo, o time de Hélio dos Anjos se protegeu bem e encontrou espaços na defesa do Náutico, time que parecia nervoso demais.

Assim, o Papão não sofreu nenhum perigo real e foi chegando.

Marcou o primeiro em golpe de sorte, contando com desvio de Vinícius Leite, e só não fez o segundo com Nicolas porque Camutanga fez um corte providencial em cima da linha.

Dono da casa, melhor campanha da primeira fase, esperava-se que o Náutico usasse o intervalo para se reequilibrar e voltar melhor.

Não foi isso, porém, que aconteceu.

O time voltou ainda cometendo erros, sem criar chances e sem segurança na defesa.

O Paysandu seguiu consciente, explorando os erros alvirrubros, e assim chegou ao segundo gol, em bela letra de Nicolas.

Tudo parecia perdido.

Mas o Timbu reagiu.

Diminuiu pouco depois com Álvaro, em cruzamento de Wilian Simões.

Faltavam 25 minutos, talvez 30 minutos, com acréscimos, para o Náutico empatar e levar a disputa para os pênaltis.

Com os Aflitos nervoso, mas pulsando, o time de Gilmar Dal Pozzo se lançou ao ataque para tentar o gol salvador.

Álvaro chegou perto, Wallace Pernambucano tentou, Jean Carlos também… nada parecia funcionar. Foi quando, aos 50 minutos do segundo tempo, Wallace Pernambucano cruzou uma bola que bateu no braço do zagueiro paraense.

Pênalti bem cobrado por Jean Carlos que explodiu os Aflitos e levou a decisão para os pênaltis.

Com a empolgação de ter empatado o jogo nos minutos finais, o Náutico foi praticamente perfeito da linha fatal.

Todos os jogadores marcaram.

No Papão, Wellington Reis perdeu e parou em Jefferson.

Vitória do Náutico.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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