Criciúma elimina a Ponte nos pênaltis e avança à terceira fase da Copa do Brasil.
Macaca sai na frente, mas Tigre busca empate e tem 100% de aproveitamento nas penalidades.
A noite desta quinta-feira, 8 de abril de 2021, ficará marcada na história do Criciúma por um misto de sensações.
O Tigre atingiu o pior jejum de vitória dos 73 anos de vida ao empatar por 1 a 1 com a Ponte Preta no tempo normal.
Mas vai dormir classificado à terceira fase da Copa do Brasil após superar a Macaca nos pênaltis, com 100% de aproveitamento nas cobranças: 5 a 4, Locatelli errou para os paulistas.
A Ponte saiu na frente com Camilo, em cobrança de falta aos 14 minutos do segundo tempo, enquanto o zagueiro Philipe Maia aos 27 minutos do segundo tempo, quando acertou uma bonita virada dentro da área depois de escanteio.
Já na marca da cal, Pedrinho, Hélder, Claudinho, Eduardo e Índio marcaram para o Criciúma, enquanto Locatelli desperdiçou a segunda cobrança da Macaca, Camilo, Paulo Sérgio, Niltinho e Ruan Renato fizeram.
Com mais R$ 1,7 milhão nos cofres pela vaga, o Criciúma vai conhecer o adversário da terceira fase em sorteio, a partir de agora, o torneio será disputado em jogos de ida e volta.
Lanterna do Catarinense, o Criciúma volta a campo na segunda-feira, quando joga a sobrevida contra o vice-lanterna Metropolitano, novamente no Heriberto Hulse.
Se não vencer, corre o risco de sair de campo já rebaixado, dependendo dos resultados dos concorrentes no fim de semana.
A Ponte Preta, por sua vez, aguarda a definição da sequência do Paulistão, paralisado desde 15 de março devido ao agravamento da pandemia da Covid-19 no estado.
Em lances de perigo, cada time teve três no primeiro tempo.
A diferença é que o Criciúma foi mais regular e constante, enquanto a Macaca acordou apenas nos minutos finais.
Pelo lado catarinense, Alemão, da entrada da pequena área, Gabriel Silva e Eduardo assustaram Ygor Vinhas.
A Ponte foi dar o primeiro chute apenas aos 39 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta de Camilo. Apodi e Veras, esse com a chance mais clara – ainda tiveram chance de marcar nos acréscimos.
O cenário da reta final do primeiro se repetiu na volta do intervalo, com domínio da Ponte.
Com uma postura mais agressiva, a Macaca chegou ao gol aos 14 minutos do segundo tempo, em cobrança de falta fechada de Camilo que entrou direto.
Os visitantes ainda acertaram a trave com Niltinho na sequência, após trama envolvente pela esquerda, mas não conseguiram segurar a vantagem por muito tempo.
Aos 27 minutos do segundo tempo, Philipe Maia aproveitou uma cobrança de escanteio para empatar de “puxeta”.
O jogo ficou aberto até os minutos finais, Luizão quase guardou de cabeça no último lance, mas ninguém conseguiu evitar a disputa por pênaltis.
Classificação à parte, o empate no tempo normal rendeu um recorde negativo na história do Criciúma.
Sem vencer desde 11 de outubro de 2020, o Tigre completou 18 jogos consecutivos de jejum, com oito derrotas e dez empates.
É a pior sequência dos 73 anos de vida do clube.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





