Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

Análise

Técnicos, demissões e a rotina do futebol brasileiro

Três rodadas. Foi o tempo que Vanderlei Luxemburgo teve para comandar o Flamengo no Campeonato Brasileiro, antes de ser demitido. Já o Gaúcho de Bigode, por sua vez, teve apenas dois jogos pra mostrar que o Grêmio não é essa porcaria que todo mundo pensa. Ricardo Drubscky, do Fluminense, teve o mesmo tempo para trabalhar no Campeonato que realmente importa no ano.

Sinceramente, não adianta ficar debatendo isso. Nunca irá mudar. Mas não entra na cabeça (e olha que é bem grande), que um time demita um técnico por conta de dois ou três  resultados ruins no início de uma competição, sendo que houve a oportunidade de fazê-lo antes da mesma se iniciar. Os três treinadores citados já vinham sendo questionados desde fracassos nos estaduais. Por quê deixaram que eles começassem o Brasileiro, se não estavam agradando? O que mudaria em dois ou três jogos?

Resultado? As trocas são feitas às pressas, sem o menor planejamento para o restante da temporada. Se bem que o São Paulo, que está analisando o mercado cuidadosamente, em busca de treinador desde a saída de Muricy Ramalho, cogita um tal de Peseiro. Mas o Aidar é outra conversa. Ele gosta de requinte, e nada melhor que um europeu no comando da equipe. Pouco importa que só ganhou um título em vinte anos de carreira.

O Fluminense trocou Drubscky por Enderson Moreira, que havia sido demitido do Santos. Oswaldo de Oliveira parece estar com dias contados no Palmeiras. Os clássicos contra ASA de Arapiraca e Corinthians, podem ser decisivos para a permanência ou não do treinador no comando do Porco. E esse número só vai aumentar. Estamos apenas na 3ª rodada. Tem muita coisa pra rolar ainda, inclusive cabeças.

Mas o ponto é: troca-se técnicos, e não há comprometimento com projetos e/ ou planejamentos. O Brasil é o país que vive na base da “oxigenada” que um treinador pode dar a uma equipe. Na Europa, por pior que seja a campanha do sujeito, raramente ele deixa o clube durante a temporada. Avalia-se o trabalho como um todo ao término das competições e toma-se a decisão.

Temos muito a evoluir.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *