Bolívia vence o Brasil na altitude e garante vaga na repescagem para a Copa do Mundo de 2026.
Seleção tem dificuldades na altitude de 4 mil metros de El Alto, joga mal e é derrotada com gol de pênalti cometido por Bruno Guimarães no primeiro tempo.
O Brasil não foi páreo para a Bolívia nos 4.100 metros de altitude de El Alto.
Na noite desta terça-feira, na rodada de despedida das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, a Seleção foi derrotada para o time da casa, por 1 a 0, com gol do garoto Miguelito, jogador do América-MG, de pênalti no fim do primeiro tempo.
A vitória fez com que a Bolívia chegasse aos 20 pontos nas Eliminatórias e garantisse a sétima colocação, desbancando a Venezuela, que também nesta noite foi derrotada pela Colômbia, por 6 a 3.
Os bolivianos estão classificados para a repescagem da Copa do Mundo de 2026 e mantêm vivo o sonho de voltar a disputar a principal competição do futebol mundial.
Ao fim da partida, os jogadores do time da casa foram às lágrimas, se abraçaram e festejaram muito o resultado com o público presente.
A Seleção entrou em campo já classificada para a Copa do Mundo e, com a derrota desta noite, terminou na quinta colocação com 28 pontos ganhos em 54 disputados.
Ao todo, o Brasil conseguiu 8 vitórias, 4 empates e 6 derrotas durante o período.
Esta foi a pior campanha da seleção brasileira nas Eliminatórias.
A Bolívia tomou conta do jogo na etapa inicial do confronto.
Motivados pela torcida e pelos 4.100 metros de altitude de El Alto, o time da casa se lançou para o ataque desde o início da partida e abusou dos chutes de fora da área.
Ao todo, os bolivianos finalizaram 13 vezes, a maioria deles com o garoto Miguelito, revelado na base do Santos e atualmente no América-MG.
Depois de tanto tentar, a Bolívia chegou ao gol aos 45 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro, orientado pelo VAR, viu pênalti de Bruno Guimarães em cima do lateral Roberto.
Miguelito, o destaque do confronto até aqui, chamou a responsabilidade, bateu com força e abriu o placar.
A Seleção teve apenas três finalizações, porém apenas uma delas com perigo real ao time da casa.
Visivelmente atingido pelos efeitos da altitude, o time dirigido por Carlo Ancelotti teve muitas dificuldades em manter a posse de bola e levar perigo ao gol adversário.
Os 2 times voltaram sem mudanças do intervalo e, na prática, o panorama seguiu o mesmo.
O Brasil teve muita dificuldade de reter a posse da bola e, consequentemente, atacar o adversário.
Em contrapartida, a Bolívia adotou uma postura um pouco mais conservadora e apostou nos contra-ataques.
O cenário mudou aos 15 minutos do segundo tempo, quando Ancelotti fez quatro mudanças e mandou a campo João Pedro, Estêvão, Raphinha e Marquinhos.
Daí em diante, a Seleção passou a ocupar mais o campo de ataque, mas sem necessariamente levar perigo ao gol boliviano.
No fim, o time da casa ainda teve duas boas chances, uma com Miguelito e outra com Algarañaz, porém não mexeu no placar.
Quando soou o apito final, os jogadores bolivianos foram ao chão de tamanha emoção ao festejarem a vaga na repescagem.
A seleção brasileira volta a campo no mês de outubro, quando viaja para o continente asiático para jogar contra Coreia do Sul, no dia 10 de outubro, e depois contra o Japão, no dia 14 de outubro.
Os amistosos fazem parte do cronograma de preparação para a disputa da Copa do Mundo do ano que vem.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





