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Análise

Simplesmente sensacional

Ítalo Ferreira vence Gabriel Medina em final épica em Pipeline e é campeão mundial de surfe.

No Havaí, potiguar de 25 anos conquista o título pela primeira vez, evita tri de Gabriel e se torna o terceiro brasileiro a levantar o caneco na elite do surfe mundial.

A espera chegou ao fim de forma épica.

Na briga pelo título mundial de 2019, Ítalo Ferreira e Gabriel Medina foram ao limite.

E, na decisão da etapa derradeira do circuito, foi o potiguar quem levou a melhor para entrar para a história.

Em Pipeline, Ítalo bateu Medina na grande final para conquistar seu primeiro título mundial aos 25 anos.

Ao levantar o troféu no Havaí, cravou seu nome no rol de campeões e barrou o rival no sonho do tricampeonato.

Ítalo entra para o seleto grupo dos campeões mundiais, que também já conta com o próprio Medina (2014 e 2018) e Adriano de Souza, o Mineirinho (2015).

O potiguar foi eleito “o estreante do ano” na temporada de 2015 e por muito pouco não esteve na briga pelo título mundial daquela temporada, foi o sétimo ao final da disputa.

Desde então, se manteve na elite e se firmou como um dos grandes nomes do surfe mundial.

“É o meu sonho, o sonho de toda a minha vida! Eu dediquei toda a minha vida para chegar neste momento. Meu tio e a minha avó morreram recentemente e eu dedico a eles. Eu não posso acreditar!”, disse o potiguar.

A briga pelo título se estendeu ao limite.

Depois de sete dias de espera por boas ondas, Ítalo e Medina enfileiraram os rivais até a final em Pipeline.

Foi Ítalo Ferreira quem abriu a bateria decisiva, e da melhor forma possível.

Com um belo tubo, o potiguar cravou 7.83 e jogou toda a pressão para o lado rival.

E não quis esperar pela resposta: logo na sequência, emendou mais um tubo, fez 6.17 e deixou Medina em combinação.

Em busca da reação, o bicampeão garantiu a primeira boa nota da mesma forma, com um tubo, marcando 7.77.

Medina melhorou seu somatório com um 5.17, insuficiente para tomar a frente.

Mas Ítalo ampliou a diferença com um 7.73, obrigando que o rival conseguisse um 7.80 para conseguir a virada a pouco mais de cinco minutos do fim.

Medina tentou, mas não conseguiu.

O título já estava nas mãos de um novo campeão.

O caminho até a final: Na primeira bateria do dia, Ítalo Ferreira foi cirúrgico para passar das oitavas.

Ele completou apenas duas ondas, e foi o suficiente para somar 11.84 pontos e derrotar o calouro Crisanto (4.23).

Foram dois tubos para a esquerda.

No primeiro, ele somou 5.17 e no segundo obteve 6.67.

Nada espetacular, mas, por conta do momento regular do mar de Pipe, foi um trabalho respeitável.

Vitória polêmica de Medina nas oitavas: Gabriel Medina havia seguido na briga com uma vitória polêmica sobre Caio Ibelli.

Faltando poucos segundos para o fim da bateria, o também paulista precisava de 5.67 para virar e tinha a prioridade na escolha de onda, mas Gabriel Medina também dropou, cometeu interferência, o tempo acabou e ele ganhou a bateria, pois a punição é deixar de somar a segunda melhor onda!

Mesmo assim, Gabriel avança às quartas com o placar de 4.23 a 1.13.

“Eu sabia que uma interferência iria me dar a vitória. Eu não sei (se Caio faria o resultado na última onda). Mas eu apenas tenho que jogar o jogo. Na minha cabeça, eu sabia o que fazer. É como eu falei, está na regra”, comentou Medina.

Nas quartas de final, Ítalo venceu o compatriota Yago Dora logo na primeira bateria.

Medina, por sua vez, levou a melhor no duelo de bicampeões com John John Florence.

Na última disputa antes da decisão, Ítalo garantiu sua vaga ao bater Kelly Slater, enquanto Medina derrubou o também americano Griffin Colapinto.

Kelly Slater é campeão da Tríplice Coroa: Aos 47 anos, Kelly Slater conquistou a Tríplice Coroa Havaiana (soma dos resultados das duas últimas etapas do QS e do Pipe Masters) e anunciou que vai seguir na ativa em 2020!

Dono de 11 títulos mundiais, o americano fechou a temporada em nono do ranking.

Confira os confrontos das oitavas em Pipeline:

1- Ítalo Ferreira (BRA) 11.84 x Peterson Crisanto (Brasil) 8.04

2- Yago Dora (BRA) 7.50 x Julian Wilson (Austrália) 6.27

3 – Ricardo Christie (NZL) 4.23 x Jack Freestone (Austrália) 5.00

4 – Seth Moniz (HAV) 6.20 x Kelly Slater (Estados Unidos) 7.33

5 – Gabriel Medina (BRA) 4.23 x Caio Ibelli (Brasil) 1.13

6 – John John Florence (HAV) 5.66 x Soli Bailey (Austrália) 3.90

7 – Jessé Mendes (BRA) 8.50 x Griffin Colapinto (Estados Unidos) 10.67

8 – Michel Bourez (FRA) 13.43 x Kolohe Andino (Estados Unidos) 9.50

Confira os confrontos das quartas:

1 – Ítalo Ferreira (Brasil 15.66 X Yago Dora (Brasil) 13.50

2 – Jack Freestone (Austrália) 9.26 X Kelly Slater (Estados Unidos) 12.94

3 – Gabriel Medina (Brasil) 17.63 X John John Florence (Havaí) 12.33

4 – Griffin Colapinto (Estados Unidos) 15.63 X 10.58 Michel Bourez (França)

Confira os confrontos da semi:

1 – Ítalo Ferreira (Brasil) 14.77 X 2.57 Kelly Slater (Estados Unidos)

2 – Gabriel Medina (Brasil) 13.00 X 7.10 Griffin Colapinto (Estados Unidos)

Confira o resultado da grande final:

1 – Ítalo Ferreira (Brasil) 15,56 X 12,94 Gabriel Medina (Brasil)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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