O futebol é um esporte cheio de sabedoria popular. Não me refiro à consagrada “futebol é uma caixinha de surpresas”. Os torcedores costumam criar suas verdades, e as mesmas acabam se difundindo Mundo afora como por exemplo, a criminalidade dos corintianos, a veadagem dos são-paulinos (calma tricolores, eu também detesto isso, mas preciso explicar meu ponto de vista), a chatice dos palmeirenses e a velhice dos santistas. Esse não é um fenômeno apenas do Estado de São Paulo. Os Gremistas são conhecidos por pagar pau para argentinos. Os colorados são famosos por suas musiquinhas irritantes nos estádios, enfim.

O Botafogo, desde o fim da época de Nilton Santos e Garrincha, ficou conhecido por nunca ganhar nada. Maldosos (inclusive eu) chamam o time de “maior pequeno do Brasil”. E isso não é por acaso, botafoguenses. Nos últimos anos, tem sido comum o Fogão largar magnificamente bem no Brasileirão, e ir perdendo fôlego do meio para o fim da competição. Esse ano não parecia ser diferente, tendo em vista a venda de Felype Gabriel, Andrezinho e, recentemente, de Vitinho. Entretanto, contudo, todavia e porém, algo parece diferente esse ano. É como se um espírito vitorioso tomasse conta da equipe, mesmo sem pagar salários e sem conseguir segurar seus jogadores. Algo totalmente inexplicável, muito parecido com o fenômeno que tomou conta dos dois últimos campeões da Libertadores da América.
O Estiva já escreveu aqui que ninguém acreditaria, mas o Botafogo é um concorrente ao título do Brasileirão 2013. Pensando bem, o time começou o ano diferente. Dessa vez, o time, que tem uma estrela solitária no escudo, também tinha uma estrela em campo. Solitário ou não, Seedorf parecia contagiar os companheiros mesmo com salários atrasados. Aí sai o Vitinho:
– NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSAAAA, O VITINHO FOI VENDIDO. AGORA JÁ ERA, O BOTAFOGO NÃO VAI GANHAR MAIS NADAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!”.

Pois é, eu também pensei nisso. Mas na verdade, o time não se abalou com a importante baixa. Pelo contrário. A venda da revelação do campeonato até então, parece ter motivado ainda mais Seedorf e companhia. O futebol continuao vistoso e segue dando resultado. Agora surge um moleque, que joga na mesma posição do tal do Vitinho, com uma estrela do tamanho da que existe no símbolo do time. Pensaram que eu ia falar besteira né? Se liguem. Aqui é trabalho meu filho. Querem baixaria? Leiam os textos do Danilo. Mal ae Danilão. A propósito: gostaria de perguntar à mãe desse menino novo, o que ela tinha na cabeça quando criou a grafia desse nome. HYURI. Parece nome de japonês pô!
Particularmente, eu acho que o Brasileirão não vem. O Cruzeiro me parece muito mais time que todos os outros após metade do campeonato e tem 4 pontos a frente do segundo colocado, que é justamente o Bota. Mas o Fogão ainda disputa a Copa Perdigão do Brasil (Que nome escroto) e pode chegar longe. Além disso, terminar em 2º ou 3º no Nacional tem muito valor, principalmente para um clube que disputou apenas três vezes a Libertadores e que há dezessete anos não joga a copetição de clubes mais importante da América.
É um bom começo para quem precisa voltar a ser grande.





