Venezuela sai duas vezes atrás no placar, mas arranca empate com Equador nos acréscimos.
Vinotinto leva o primeiro, empata, sofre o segundo e vai buscar o empate com Hernández, que sai do banco para igualar o jogo.
Pode-se falar tudo desta seleção venezuelana, menos que ela se entrega às dificuldades.
Com 13 desfalques por Covid-19, a Vinotinto saiu atrás duas vezes do Equador no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, mas acreditou até o fim e chegou ao empate nos acréscimos.
O lateral-direito Martínez saiu do banco para ser o herói do jogo.
Um 2 a 2 que tem sabor de vitória para a Venezuela.
Com o empate, Venezuela e Equador mantêm-se onde estão na classificação do grupo B.
A Vinotinto, com dois pontos, é a terceira colocada.
La Tri, com um, está na quarta posição.
Ambas ainda podem ser ultrapassadas pelo Peru, que joga logo mais contra a vice-líder Colômbia.
Na ponta da tabela, o Brasil descansa nesta rodada.
A Venezuela folga na quarta rodada.
Volta a campo apenas no próximo domingo (27), quando enfrenta, no Mané Garricha e de novo às 18 horas (horário de Brasília), o Peru.
O Equador joga antes.
Pega também o Peru, às 18 horas (horário de Brasília) da quarta-feira (23), no estádio Olímpico de Goiânia.
O Equador tomou a iniciativa da partida.
Foi mais agressivo e ocupou o campo de ataque, que a Venezuela ofereceu por estratégia.
Queria fechar-se em sua defesa, atrair o adversário e tentar o contra-ataque.
De forma até certo ponto surpreendente, a Vinotinto, mesmo com todos os desfalques que um surto de Covid-19 lhe causou, estava bem organizada.
O Equador teve pouquíssimas chances e enormes dificuldades para penetrar.
A bola parada, no entanto, traiu a falta de entrosamento da Venezuela.
Em cobrança de falta lateral, o Equador rompeu o ferrolho da Vinotinto e abriu o placar com Preciado.
Atrás no placar, a Venezuela abandonou a postura conservadora.
Marcou mais em cima, liberou os laterais… e conseguiu melhorar.
A ponto de empatar o jogo, com Castillo.
Mas aí a Vinotinto caiu na armadilha.
Decidiu se manter no campo de ataque e deu espaço para o contra-golpe.
Num desses, Plata, que entrara havia poucos minutos, disparou em altíssima velocidade, atravessou o campo inteiro e marcou o segundo do Equador.
Jogo resolvido?
Que nada.
A Venezuela foi brava e conseguiu chegar ao empate no finalzinho.
Antes do jogo contra o Brasil, na estreia da Venezuela na Copa América, o técnico José Peseiro teve que convocar 15 jogadores para substituir seus atletas que haviam sido infectados com a Covid-19.
Um deles foi o lateral-direito Ronald Hernández.
Hoje, diante do Equador, ele saiu do banco aos 30 minutos do segundo tempo para, 15 minutos depois, aos 45 minutos do segundo tempo, ser o herói do empate.
Que momento para o jogador do Atlanta United (Estados Unidos).
Aos 32 minutos do segundo tempo, já com 2 a 1 no placar, o veterano Enner Valencia teve a chance de liquidar a partida a favor do Equador.
Recebeu belíssimo passe, ficou cara a cara com Fariñez, mas mandou para fora.
Após se destacar na primeira partida, contra a Colômbia, o goleiro Fariñez fez novamente um grande jogo pela Venezuela.
Não teve culpa nos dois gols que sofreu, quase salvou o segundo, e fez grandes defesas, uma delas no finalzinho do jogo, garantindo o empate.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





