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REUNIÕES DOS CLUBES E FEDERAÇÕES.
Análise

Segue o impasse

Duas videoconferências nesta semana podem começar a definir futuro do futebol no Brasil.

Na terça-feira (14), Comissão Nacional de Clubes se reúne.

Na quarta-feira (15), decisão sobre retorno do Campeonato Paulista começará a ser debatida.

No campo das videoconferências.

A primeira, na terça-feira (15), reunirá a Comissão Nacional de Clubes, com mais de trinta clubes juntos.

O primeiro objetivo da videoconferência de terça-feira (14) não é debater o retorno do futebol, mas a venda dos direitos internacionais do Campeonato Brasileiro.

Há seis propostas colocadas na mesa, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) abre mão de sua participação, aparentemente, e os clubes querem decidir rápido para tentar colocar algum dinheiro no bolso.

Mesmo que todos saibam que, como a Inglaterra fez há vinte anos, primeiro será preciso dar uma degustação, um preço barato e obrigação de exibição do futebol brasileiro no exterior.

Ganhar dinheiro será a médio e longo prazo.

Hoje, o futebol inglês é o segundo mais bem pago em vendas para o exterior, apenas atrás do espanhol e, mesmo assim, não em todos os contratos.

Apesar de a reunião de terça-feira não preparar o retorno, mais de trinta dirigentes de clubes juntos e mais a participação do secretário-geral da CBF, Walter Feldman. Com tanta gente junta, lógico que se discute a possibilidade de retornar em maio, ou em junho, ou só no final do ano.

Na quarta-feira (15), a reunião da Federação Paulista é mais explícita.

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, estuda a chance de retomar a disputa do estadual na segunda quinzena de maio.

Estuda apenas.

Uma hipótese seria levar todos os jogos para uma ou duas cidades do interior, testar todos os jogadores e disputar seis rodadas em três semanas, com portões fechados para a torcida.

Os atletas ficariam confinados em suas concentrações e o risco de contágio seria mínimo.

Já há sinais de clubes descontentes com esta proposta.

Nem o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, nem o do São Paulo, Leco, aprovam a ideia da entidade.

Por outro lado, os clubes pequenos estão loucos para retornar à competição o mais rapidamente possível.

Isto só vai acontecer se houver margem de segurança para atletas, jornalistas e membros das comissões técnicas.

Não será fácil tomar nenhuma decisão.

Mas as duas vídeo conferências podem ajudar a ter uma noção de onde e quando o futebol poderá ser visto de novo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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