Já que tem pojétu, vai ter post 3 em 1. Na verdade, o post 3 em 1 se dá pelo fato de termos três assuntos de suma importância, que esse nobre site não poderia deixar de lado. Acho que vou começar pelo mais recente. Vamos lá:
Ricardo Gareca não é mais técnico do Palmeiras
13 jogos. Essa foi a passagem de Ricardo Gareca pelo futebol brasileiro. A derrota do Palmeiras para o Internacional foi decisiva para que a diretoria do Palmeiras perdesse a paciência com o treinador argentino. É bem verdade que o cabeludo teve um mês para preparar a equipe alvi-verde, durante a Copa do Mundo. O time não reagiu e chegou a passar uma rodada na lanterna do Campeonato Brasileiro. Foram 8 derrotas. Convenhamos, nenhum treinador brasileiro resistiria à 4ª derrota.
Pois bem. Acontece que Gareca trouxe 4 atletas que eram de sua inteira confiança, e os mesmos pouco mostraram até então. O que fazer com esses estrangeiros? O presidente Paulo Nobre, que tanto empresta dinheiro e prestígio ao clube, concedeu uma entrevista coletiva nessa tarde dizendo que “não é o ideal” substituir uma filosofia de trabalho durante uma competição. Imagino que ele tenha se esquecido que Gilson Kleina foi demitido durante esse mesmo torneio. Conversa para boi dormir, hein presidente?
Esse não é apenas mais um caso banal de demissão de treinadores, como acontece aos montes no Brasil. É uma situação emblemática, que demonstra a total falta de planejamento de um dos maiores clubes do Brasil. O Palmeiras não sabia quem queria como treinador após a demissão de Gilson Kleina. Trouxeram um sujeito que não conhecia o futebol brasileiro, muito menos seus jogadores. A sequência de jogos foi duríssima pelo momento do Palmeiras e o peso dos adversários.
Para encerrar, digo que é uma pena, pois a passagem de Ricardo Gareca inviabilizará novas apostas em treinadores estrangeiros no Brasil, justamente em um momento em que precisamos oxigenar nosso entendimento tático para que possamos fazer valer nossa técnica.
Mudança de foco em Itaquera
Já não é de hoje, que Mano Menezes reclama de arbitragem. Mas o que o Corinthians tem feito esse ano é assustador para um time grande. Não há um jogo em que o time não vença, que não venha chororô na coletiva sobre erros de juíz. No último tropeço, o empate por 1 a 1 com o Fluminense, no Itaquerão, até o presidente, Mário Gobbi, veio a público ofender (isso mesmo, ofender) o árbitro da partida. O mandatário adjetivou Paulo Godoy de Bezerra de “burro e chucro”, além de bradar que “tudo tem um limite”. Vejam, eu poderia fazer inúmeras piadas sobre esse tema, mas não o farei porque considero essa situação muito grave. Como pode um time desviar o foco de TODOS os seus tropeços?
Para mim está claro que o treinador inflama seus jogadores na preleção com o discurso “eles estão contra nós”. O resultado é o que vemos em campo. Excessivo número de cartões e expulsões e até – quem diria – agressões aos árbitros. Além de reclamar da arbitragem, muitas vezes reclama-se sem o menor critério. Na partida contra o Fluminense, por exemplo, houve um gol mal anulado dos cariocas, o que beneficiou o time da casa, mas mesmo assim o choro continua. Falei de Ricardo Gareca acima. Quantas vezes o argentino desviou o foco das derrotas? É de se pensar.
Racismo e Imbecilidade no sul
Esse é um dos assuntos que eu mais odeio comentar no futebol. Por isso farei um breve comentário. Não há nada que altere mais os ânimos de um jogador de futebol brasileiro do que ser chamado de macaco, seja ele branco, índio ou negro. É como uma ofensa religiosa a jogadores islâmicos.
Sabendo disso, o setor mais imbecil de uma torcida organizada brasileira, que há poucas semanas cantava feliz que uma pessoa fortemente ligada a seu rival morreu, vociferou gritos de macaco direcionados ao goleiro Aranha, do Santos.
É estarrecedor ver o que esses torcedores do Grêmio são capazes de fazer. Quero deixar bem claro, que sei que trata-se de uma minoria. Em todo caso, experimente dizer a palavra “macaco” no Morumbi, no Pacaembu, Itaquerão, Fonte Nova, Maracanã, Mané Garrincha, etc… Depois disso, tente sair do estádio sem arrumar confusão.
Lamentável ter que escrever sobre esses três temas. Pior ainda é escrever sobre os mesmos de uma só vez. Que semana hein, futebol brasileiro?






