Brasil derruba o Japão e vai à final da Liga das Nações.
Seleção de Zé Roberto supera o volume de jogo das japonesas e garante vaga na decisão.
O placar pode até dizer o contrário, mas não foi fácil.
Diante de um incansável Japão, o Brasil sofreu. Em alguns momentos, teve problemas para superar a defesa e os rápidos ataques das rivais.
Mas, na marra, a seleção de José Roberto Guimarães garantiu a classificação para a final da Liga das Nações, em Rimini, na Itália.
Em 3 sets a 1, parciais 25/15, 25/23, 28/30 e 25/16, derrubou as japonesas e, agora, espera por Estados Unidos ou Turquia na decisão, nesta sexta-feira (25).
Em alguns momentos, o jogo até se apresentou tranquilo.
Mas não foi sempre assim.
Ao se multiplicar em quadra, o Japão causou problemas à seleção.
Mas, quando acertou o passo e diminuiu o número de erros, o Brasil conseguiu controlar as ações na partida.
Com 3 a 0, garantiu a classificação rumo à final da Liga das Nações.
Agora, o Brasil espera pelo rival na decisão.
Na outra semifinal, os Estados Unidos vão encarar a Turquia, ainda nesta quinta-feira (24).
O vencedor vai enfrentar a seleção brasileira nesta sexta-feira (25), às 14h30 (horário de Brasília), com transmissão do SporTV2 e cobertura em tempo real do globo esporte.
Primeiro set – Brasil deslancha e sai na frente: Um ataque de Kurogo, com desvio no bloqueio de Bia, abriu a conta na partida. Tandara, logo depois, soltou duas pancadas para colocar a seleção à frente.
O Japão, como sempre, se multiplicava na defesa e causava problemas para que o Brasil mandasse a bola ao chão.
O time de Zé Roberto também cometia erros.
Na primeira parada, com o placar 8/7 para as rivais, o treinador falou mais duro e cobrou mais atenção e agressividade.
Funcionou.
Um bloqueio de Bia sobre Shinomiya fez com que o Brasil tomasse a frente em 11/10.
Aos poucos, a seleção cresceu.
Garay, com uma pancada na diagonal, fez com que o time abrisse 15/12, e o Japão pedisse tempo.
Mas a seleção disparou.
Sem a dificuldade do início, logo fechou a parcial, depois de um erro de ataque das rivais: 25/15.
Segundo set – Brasil oscila, mas amplia vantagem: O Brasil manteve o ritmo na volta à quadra.
Com facilidade, abriu 6/2 depois de um bloqueio duplo de Tandara e Gattaz.
Mas nunca é tão fácil contra o Japão.
As japonesas foram buscar e chegaram à primeira parada técnica na frente, com 8/6.
Zé arrumou a casa, e a seleção conseguiu se recuperar. Voltou à frente com Gabi, em 14/13.
Mas o Brasil já não tinha a mesma facilidade.
Até chegou a abrir dois pontos, mas viu o Japão empatar em 16/16 em uma falha de Camila Brait em um saque de Koga.
Mas o Brasil disparou de novo.
Em um toque na rede das japonesas, a seleção abriu 22/18.
A seleção ainda permitiu que o Japão voltasse a encostar, mas conseguiu ampliar a vantagem depois de uma pancada de Tandara: 25/23.
Terceiro set – Brasil larga atrás, reage, mas cede o set: O Japão quis reagir.
Koga cresceu em quadra e fez sua seleção abrir 3/0 no placar.
Zé Roberto logo parou o jogo, mas as asiáticas seguiram no mesmo ritmo. Ishikawa, depois de um belo rali, abriu 7/3.
Logo na sequência, Ai Kurogo cravou mais um ace, aumentando a diferença para cinco pontos antes do tempo técnico.
O Brasil ensaiou a reação, mas viu o rival abrir 11/5 depois de Gabi parar no bloqueio japonês.
A vantagem aumentou para sete pontos logo depois, no pior momento da seleção na partida.
Zé Roberto mexeu. Mandou Natália, Rosamaria e Roberta à quadra. Funcionou.
Aos poucos, o Brasil buscou a diferença. Kurogo voltou a errar, e a seleção ficou a um ponto do empate (12/11).
A igualdade veio logo depois, com uma pancada de Tandara, em 14/14.
A virada no set, aliás, se deveu muito à oposta brasileira.
Em mais um golpe na diagonal, ela deixou o placar em 19/16 para a seleção.
O Japão, porém, seguiu na luta.
Em um bloqueio sobre Tandara, deixou tudo igual, em 22/22.
O Brasil abriu vantagem, mas, quando tudo indicava o fim do jogo, o Japão buscou mais uma vez.
E tomou a frente.
Começou, então, o drama.
O Brasil desperdiçou duas chances de fechar, até evitou três set points, mas não impediu a queda no fim: 30/28.
Quarto set – Brasil reage e fecha a conta: Kurogo atacou no fundo da quadra brasileira e abriu a conta no quarto set.
Assim como na parcial anterior, o Japão disparou no início e marcou 5/0 no placar.
Zé, então, mexeu. Primeiro, colocou Carol; depois, mandou Garay no lugar de Natália.
Deu certo.
A seleção reagiu e, depois de um ataque para fora de Ishikawa, chegou ao empate em 6/6.
Uma pancada de Gabi, depois de (mais) um rali, o Brasil tomou a dianteira em 8/7.
Foi a vez de o Japão se perder em erros.
O Brasil aproveitou e abriu 12/8 depois de um bloqueio de Carol.
Depois, em mais um ponto de bloqueio, a central ampliou para 14/9.
O paredão à rede seguiu fazendo a diferença.
A vantagem aumentou depois de mais um bloqueio, dessa vez de Rosamaria (18/13).
A partir daí, o Brasil sobrou.
Com tranquilidade, fechou a conta em 25/16.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





