Chegou ao fim o segundo Grand Slam do circuito mundial de tênis em 2015. Único dos quatros maiores torneios do esporte da raquete disputado em quadras de saibro. E dessa vez, depois de muito tempo, a imagem do espanhol Rafael Nadal erguendo (e mordendo!) a taça não foi vista.
A final colocou frente a frente Novak Djokovic, primeiro do ranking, e o suíço Stan Wawrinka, cabeça de chave número 8 do torneio. O sérvio era o grande favorito ao título e começou na frente, vencendo o primeiro set por 6/4. Mas, Djoko deu a impressão de ter sentido o peso e a responsabilidade de ganhar o único Slam que lhe falta. Inclusive, em um momento raro, ficou irritadíssimo e descontou na raquete, arremessada ao chão quase acertou o pobre do pegador de bolinhas. Wawrinka voltou para o jogo e disparando lindos backhands, lembrando os bons tempos de Guga (que foi homenageado e entregou o troféu ao campeão), fez 6/4 6/3 6/4 conquistando pela primeira vez o Aberto da França.
O suíço, que já havia vencido o Australian Open em 2014, subiu para o quarto lugar no ranking da ATP, e a pergunta agora é a seguinte: ele tem condições de brigar de igual para igual com Djoko, Federer, Nadal e Murray? Tem talento para isso, mas vamos esperar para ver se haverá uma “ressaca” de Roland Garros, ele ainda é um jogador um pouco irregular e nada melhor que uma temporada de grama e Wimbledon pela frente para tirar essa dúvida.
Já Djokovic sabe que não é imbatível e tem que demonstrar mais uma vez a capacidade de evoluir seu jogo e afiar o seu repertório. Ainda bem que estamos apenas no meio do ano, e muitas batalhas emocionantes virão pela frente nas próximas semanas.
Não podemos esquecer do tricampeonato de Serena Williams no feminino, derrotando a carismática e canhota Lucie Safarova, da República Tcheca. Mesmo não sendo tão dominante quanto nos outros pisos, a norte-americana mostrou que ainda reina entre as mulheres.
E o que falar de Marcelo Melo? O “girafa” fez história! Depois de 14 anos um brasileiro voltou a ganhar o título de Roland Garros. Nas duplas, ao lado do croata (e muito bom jogador!) Ivan Dodig, venceram simplesmente o maior dueto de todos os tempos, os irmãos Mike e Bob Bryan por 6/7 7/6 7/5. Marcelo merece muito essa conquista, vem batalhando há um bom tempo e espero que ele sirva de exemplo e que ajude a popularizar ainda mais o tênis no Brasil.





