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RIVER PLATE. ARGENTINA.
Análise

River na semi

River Plate (Argentina) chega à quarta semi seguida na Taça Libertadores da América.

Desde 2018, só brasileiros e argentinos estiveram entre os quatro.

Nas seis edições da Taça Libertadores da América sob o comando de Marcelo Gallardo, apenas em 2016 o clube de Núñez não chegou na semifinal, fase que nos últimos três anos é povoada exclusivamente por clubes brasileiros e argentinos.

Com o estrondoso baile de 6 a 2 diante do Nacional (Uruguai), em Montevidéu, o River Plate (Argentina) alcança sua quarta semifinal de Taça Libertadores da América consecutiva.

Agora, o time do inoxidável Marcelo Gallardo disputa uma vaga na decisão diante do Palmeiras.

Já o Santos-SP (Brasil) aguarda o vencedor de Boca Juniors (Argentina) e Racing (Argentina) (La Academia venceu por 1 a 0 o primeiro jogo das quartas de final).

Aliás, a conformação das semifinais comprova a hegemonia de Brasil e Argentina no torneio continental: desde 2018, apenas clubes dos dois países chegaram entre os quatro sobreviventes da contenda libertadora, algo inédito nos 60 anos da competição.

O último clube a quebrar o DUOPÓLIO de brasileiros e argentinos foi o valoroso Barcelona de Guayaquil, que em 2017 derrubou Santos-SP (Brasil) e Palmeiras-SP (Brasil) para avançar até a semifinal, onde acabou eliminado pelo Grêmio-RS (Brasil).

Desde então, o que temos é um samba (e um tango) de poucas notas: em 2018, Grêmio-RS (Brasil) X River Plate (Argentina) e Boca Juniors (Argentina), em 2019, Flamengo-RJ (Brasil) X Grêmio-RS (Brasil) e Boca Juniors (Argentina) X River Plate (Argentina).

E, na atual temporada, novamente as duas bandeiras protagonizam os duelos da antessala da decisão.

Difícil seria acreditar que essa tendência desagrada à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

Na verdade, parece é que o objetivo está sendo alcançado, afinal há alguns anos a entidade inchou a competição de brasileiros e argentinos, os dois países juntos detêm 13 das 46 vagas, a maioria já entrando direto na fase de grupos, ao contrário dos demais países.

Além do grande apelo popular de seus clubes, Brasil e Argentina são os países em que o futebol movimenta mais dinheiro, logo torna-se atraente, em termos econômicos, que haja o maior número possível de enfrentamentos entre eles.

Por mais paradoxal que seja, não parece haver interesse da confederação continental em aumentar a diversidade de protagonismo na principal competição do continente.

Até hoje, a semifinal “marginal” de 2014, disputada entre San Lorenzo (Argentina) X Bolívar (Bolívia) e Nacional (Paraguai) X Defensor Sporting (Uruguai), deve provocar calafrios nos cofres da Conmebol.

Há, no entanto, um risco acentuado de que a disparidade de grana e de tratamento provoque um crescente desinteresse dos clubes dos países relegados, que talvez se cansem de representar uma nota de rodapé no torneio que deveria representar sua principal vitrine.

É provável que logo se perceba a insustentabilidade de uma competição continental que despreze grande parte do seu próprio continente.

Entre as figuras cada vez mais carimbadas, nenhuma é tão assídua quanto o River Plate (Argentina), que chega na sua quarta semifinal consecutiva.

E não apenas isso: nas seis edições da Taça Libertadores da América seguidas em que participam sob ocomando de Marcelo Gallardo, os millonarios não marcaram presença pelo menos entre os quatro apenas em 2016, quando foram eliminados pelo intrépido Independiente del Valle.

Nessa napoleônica jornada, foram dois títulos e a consolidação de uma das eras mais vitoriosas já vividas pelo clube do norte de Buenos Aires.

Como diz a juventude twitteira, os outros que lutem, inclusive para obter o direito a uma modesta participação en la fiesta, especialmente se não forem brasileiros ou argentinos.

Reportagem:

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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