O basquete brasileiro está buscando recuperar a sua tradicional força e voltar a ser considerado o segundo esporte preferido da nossa população. Para isso, a modalidade esportiva precisa ser difundida por todo o país, não só no eixo Rio-São Paulo-Minas.
A região Nordeste tem uma importância muito grande nessa retomada de crescimento do basquete. Para essa temporada, 2015/2016, do Novo Basquete Brasil (NBB), teremos pela primeira vez uma equipe da Bahia disputando o torneio nacional. Trata-se do Vitória, tradicional agremiação do futebol e que agora abriu as portas para o esporte da bola na cesta, em parceria com Grupo de Ensino Universo.
E para comandar essa nova empreitada o escolhido foi Régis Marrelli, treinador bicampeão paulista com o São José e que também teve uma passagem pelo Palmeiras. Ele conversou com o Esquema de Jogo e falou a respeito dessa nova experiência. O início irregular do Vitória, que até o momento no NBB possui um triunfo em cinco partidas, não preocupa o treinador, que afirma: “Tenho certeza que os resultados positivos virão ainda neste campeonato”.
Esquema de Jogo: O que mais lhe atraiu no projeto do Universo/Vitória para que você aceitasse o convite de treinar a equipe?
Régis Marrelli: Toda minha carreira foi baseada no estado de São Paulo. A oportunidade de participar da estreia de um clube fora do estado pela primeira vez na Liga é um desafio inédito para mim.
Você teve carta branca para a montagem do elenco de jogadores para o NBB?
Sim, alguns atletas já haviam sido pré-selecionados pelo supervisor, mas tive liberdade para definir os nomes finais.
O plantel da equipe é formado por jogadores com uma certa rodagem e, em termos de idade, mais experiente. Você priorizou esses aspectos na montagem?
Os mais velhos possuem entre 30 e 32 anos, inclusive os estrangeiros. Mas a equipe está equilibrada em idade e experiência. Atletas mais jovens também são importantes pela garra.
É a primeira vez que uma equipe da Bahia vai disputar o NBB. O que você espera do Universo/Vitória para esta temporada? Tanto em desempenho, como na parte de resultados.
As expectativas são as melhores. Tivemos pouco tempo para integrar a equipe, mas vamos ajustando. O importante é seguir em frente. A Bahia tem um público que adora o basquete e isso me surpreendeu. Além disso, a torcida do Vitória tem sido espetacular com o time. Os resultados virão, sem dúvida.
Nesta temporada temos o Vitória, disputando o NBB, e o Sport Recife na Liga de Desenvolvimento (LDB). Na sua opinião, aos poucos, o basquete vai sendo difundido na região Nordeste?
É muito importante que esse movimento aconteça. O NBB não pode mais ficar limitado a equipes do Sul e Sudeste do país. É preciso expandir. Há muitos talentos espalhados pelo Brasil e todos têm a ganhar com isso; a Liga, os atletas, a imprensa e claro, a torcida.
O basquete brasileiro precisa de parcerias como essa que o Vitória firmou com o Grupo de Ensino Universo para sobreviver e evoluir?
O basquete é um esporte muito querido dos brasileiros, assim como o vôlei e a natação. Mas as grandes empresas apoiam mesmo é o futebol. O presidente da Universo é um amante do basquete e empreendedor com visão. Sabe que não há melhor união como a da educação com o esporte.
Na sua opinião, o que falta para o basquete crescer mais no país e voltar a ser considerado como o segundo esporte preferido dos brasileiros é justamente a questão de apoio e patrocínio?
Sem dúvida. Precisamos de mais incentivo, mas a grande mídia também precisa abrir espaço para outras modalidades esportivas além do futebol.
Você foi bicampeão paulista com São José e levou a equipe ao vice-campeonato do NBB, na temporada 2011/2012. Espera realizar no Vitória um trabalho a longo prazo e colher frutos como no trabalho com a equipe do interior de São Paulo?
Temos o suporte de um dos maiores clubes do Nordeste e do país, e grandes nomes na equipe. Tenho certeza que os resultados positivos virão ainda neste campeonato.
Os Jogos Olímpicos do Rio-2016 estão chegando. Você acha que a seleção brasileira tem chances de conseguir uma medalha?
Sempre haverá chances. As equipes masculina e feminina já conquistaram medalhas anteriormente. Disputando em casa tudo fica mais favorável.






