Receita de patrocínio gera atrito Flamengo e Bernardinho.
Vice de esportes olímpicos deixa o clube.
Delano Franco se demite do clube porque direção decidiu não repassar parte de verba de patrocínio para o vôlei, o que teria sido acordado com o treinador na negociação da parceria.
Dentro de quadra, a parceria entre o time de Bernardinho e o Flamengo parece estar rendendo frutos. Conquistou o Carioca, foi vice do Super Vôlei e tem três vitórias em três jogos da Superliga.
Mas, fora dela, o clima não é o mesmo.
A relação começou a ter problemas quando o Rubro-negro acertou um patrocínio com uma operadora telefônica e não repassou parte da verba para o time.
Isso teria sido acordado entre o clube e o treinador na negociação para a assinatura da parceria.
O impasse gerou a renúncia do vice-presidente de esportes olímpicos do clube, Delano Franco.
Segundo o site “Uol” publicou nesta quinta-feira (19) e o globo esporte confirmou, Delano Franco deixou o clube porque o acordo entre o Flamengo e o Rio de Janeiro Vôlei Clube não estaria sendo cumprido.
Foi acertado que o Rubro-negro repassaria parte da receita dos patrocínios adquiridos após a parceria para o time de Bernardinho.
O que não aconteceu com o patrocínio de uma operadora telefônica.
A postura da diretoria rubro-negra não agradou Delano, que foi um dos dirigentes que conduziram a formação da parceria. Com isso, ele resolveu deixar o cargo.
Em um trecho da carta de despedida, Delano Franco escreveu: “A presidência do clube não recordou/reconheceu aspectos de uma negociação efetuada pelo diretor-executivo da área, por mim e pelo presidente junto a um parceiro importante dos esportes olímpicos, amparada pelo orçamento aprovado, ferindo significativamente os termos do acordo.”
Bernardinho está incomodado com a decisão da diretoria do Flamengo.
Mas o treinador prefere se manter em silêncio neste momento para não desgastar mais a relação.
A surpresa foi ainda maior porque esse mesmo patrocínio foi o utilizado pelo Flamengo, antes da parceria com a equipe de Bernardinho, para montar o time para a Superliga do ano passado.
O acordo veio novamente por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte e a empresa atualmente estampa sua marca no uniforme do clube.
Em nota, a diretoria do Flamengo diz: “Na realidade, o que existe é um contrato firmado entre o Flamengo e a empresa do Bernardinho, após longa negociação, desde o final de 2019, que estabelece que o Flamengo é um patrocinador do time. O Flamengo paga religiosamente o valor acordado à empresa do Bernardinho, fornece material esportivo e espaço para treinamento na Gávea e cede sua imagem para a empresa, o que aumenta bastante o poder de atração para outros patrocínios serem fechados pela empresa do técnico. O dinheiro destes outros patrocínios não iria para o Flamengo, mas apenas para a empresa do Bernardinho. Os demais contratos da empresa são firmados diretamente pela própria empresa, e não pelo Flamengo. Portanto, não cabe ao Flamengo colocar nenhum novo investimento nesta parceria. Em suma, o Flamengo está cumprindo rigorosamente o contrato feito com o técnico e não irá se manifestar sobre o posicionamento pessoal de Delano Franco.”
Apesar do posicionamento do clube, o projeto aprovado pelo Governo do Estado para o acordo entre a empresa telefônica e o Flamengo deixa claro qual seria o destino: Fla-Vôlei 2020/2021.
O estado liberou 4 milhões de reais pela lei de incentivo e isso foi publicado no dia 23 de outubro, há menos de um mês, portanto.
Pelo acordo entre as partes, todas as jogadoras e comissão técnica do time têm contrato com o Rio de Janeiro Vôlei Clube, e não, com o Flamengo.
Procurado pela reportagem, o time de Bernardinho preferiu não comentar o impasse e se manifestou apenas por meio de nota: “O Rio de Janeiro Vôlei Clube não fala sobre nenhum detalhe dos contratos firmados com seus parceiros”.
O time de Bernardinho ainda sofre com a Covid.
Com cinco jogadoras testando positivo, o Sesc-Flamengo pediu o adiamento de seus próximos dois jogos e foi atendido pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
Com isso, o duelo contra o Curitiba, que seria neste sábado (21), e o clássico contra o Fluminense, marcado para terça, serão em outras datas.
Os dois times concordaram com o adiamento.
Pelo acordo feito entre clubes e a CBV antes do início da Superliga, os times poderiam pedir adiamento caso tivessem quatro atletas ou duas levantadoras com a doença.
O Sesc-Flamengo já atuou contra o Pinheiros, na terça-feira (17), com menos três jogadoras por causa do coronavírus (Fabíola, Roberta e Sabrina).
Agora, mais duas atletas testaram positivo.
O jogo entre a equipe de Bernardinho e o Curitiba foi remarcado para o dia 15 de dezembro, às 21h30 (horário de Brasília).
O SporTV 2 transmitirá ao vivo. Já a partida contra o Fluminense passou para o dia 8 de dezembro, às 19h30 (horário de Brasília), no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





