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Com jogos sem torcida, clubes brasileiros ficarão com prejuízo milionário em 2020.
Entre as poucas certezas que se tem sobre o que acontecerá com o futebol quando a paralisação por causa do novo coronavírus acabar é a de que os jogos voltarão com os portões fechados.
E isso significará perdas milionárias aos clubes brasileiros.
O tema foi abordado em reunião na semana passada entre a cartolagem e há uma previsão de que até o fim de 2020 não serão permitidas grandes aglomerações no Brasil, ou seja, esqueça estádios com público presente.
Como mostrou o blog, há apenas projeções de como pode ser o retorno ao futebol já que o isolamento social não tem data para acabar no país.
Como não é necessário deslocamento por avião, terminar os Estaduais será mais fácil do que começar o Brasileiro ou retomar a Taça Libertadores da América quando os agentes de saúde afrouxarem as quarentenas.
Sem público no estádio, claro, o que fará os clubes perderam receitas importantes dos orçamentos para 2020.
O Flamengo, por exemplo, previa ganhar R$ 108 milhões com bilheteria e operação de estádio este ano com participações no Campeonato Carioca, Campeonato Brasileiro da Série A, Taça Libertadores da América, Recopa e Copa do Brasil. E era uma projeção conservadora, já que em 2019 o faturamento foi de R$ 109 milhões.
O blog apurou que até o futebol parar, em março, o clube não tinha levantado ainda nem 10% desse valor, já que o início do ano, com foco no Estadual, é sempre mais lento para o caixa previsto com bilheteria.
Há ainda a possibilidade de perda financeira com sócios-torcedores, já que a maior parte dos fãs se associam para terem desconto e prioridade na compra de ingressos.
No caso do Flamengo, a previsão orçamentária para 2020 com sócio-torcedor era de R$ 96 milhões, valor que cairá consideravelmente sem poder associar o programa a venda de entradas.
O Palmeiras tinha uma previsão, somada, de faturar R$ 119 milhões com bilheteria e sócio-torcedor. Uma projeção até conservadora, no clube estimava-se aumentar em até 30% esses valores caso avançasse até as semifinais da Taça Libertadores da América, final da Copa do Brasil e disputasse o título da Série A até o fim do campeonato.
Em alta de faturamento nos últimos anos, o Bahia verá frustrada com a Covid-19 um orçamento turbinado.
Somente de bilheteria, o clube de Salvador previa receita de R$ 20 milhões, mais R$ 28 milhões de sócio-torcedor.
São valores maiores do que projetaram clubes do Sul que historicamente sempre tiveram orçamentos superiores, como Santos (R$ 15 milhões de bilheteria em 2020), Inter (18 mi de ingressos vendidos) e Vasco (R$ 11 milhões).
Esses valores de bilheteria e com sócio-torcedor já estão perdidos, na avaliação de dirigentes.
Mas ainda há como salvar cotas de direito de transmissão e patrocínio, que podem ser pagos se os campeonatos ocorrerem mesmo sem torcedores nos estádios.
Essa é a esperança dos clubes.
Projeção de alguns clubes com receita de bilheteria e sócio-torcedor em 2020 (em milhões de R$):
Flamengo – 108 milhões (bilheteria e operação de estádio) – 96 milhões (sócio-torcedor)
Corinthians – 71 milhões (bilheteria) – 13 milhões (sócio-torcedor)
Palmeiras – 64 milhões (bilheteria) – 55 milhões (sócio-torcedor)
São Paulo – 53 milhões (bilheteria) – 15 milhões (sócio-torcedor)
Bahia – 20 milhões (bilheteria) – 28 milhões (sócio-torcedor)
Atlético-MG – 19 milhões (bilheteria) – 22 milhões (sócio-torcedor)
Internacional – 18 milhões (bilheteria)
Santos – 15 milhões (bilheteria)
Vasco – 11 milhões (bilheteria)
Botafogo – 11 milhões (bilheteria) – 9 milhões (sócio-torcedor)
Reportagem: Blog do Marcel Rizzo – UOL
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro