Haja coração!
Palmeiras leva sufoco, perde do River Plate, mas vai à final da Taça Libertadores da América.
Em jogo com grandes decisões do VAR, Verdão leva dois gols no primeiro tempo e vê arbitragem anular gol de argentinos por impedimento, expulsar Rojas e retirar pênalti, agora é esperar Santos ou Boca Juniors.
Não precisava ser com tanta emoção, mas, depois de quase 100 minutos (nove de acréscimo no segundo tempo!), o Palmeiras sobreviveu ao seu pior jogo sob comando de Abel Ferreira e está na final da Taça Libertadores da América depois de 21 anos.
A derrota por 2 a 0 para o River Plate, na noite desta terça-feira (12), no Allianz Parque, só não foi desastrosa porque o Verdão havia vencido o jogo de ida por 3 a 0, na Argentina.
Em um duelo à altura da Taça Libertadores da América, o time de Marcelo Gallardo dominou do início ao fim, fez dois gols no segundo tempo e teve outro anulado pelo VAR no segundo.
O Palmeiras resistiu como pôde mesmo depois de ter um a mais em campo, Rojas foi expulso e, aliviado, comemorou a classificação.
Agora é esperar Santos ou Boca para a finalíssima do dia 30 de janeiro de 2021.
O árbitro de vídeo atuou duas vezes no segundo tempo em lances capitais: primeiro, detectou impedimento de Borré no início da jogada que seria a do terceiro gol do River Plate.
Depois, retirou um pênalti de Empereur em Matías Suárez que havia sido marcado pelo árbitro uruguaio Esteban Ostojich.
Nos dois lances, o árbitro foi à beira do campo, analisou os lances e voltou atrás nas decisões.
No fim, nova polêmica: um possível pênalti a favor do River foi analisado, mas nada marcado.
Tensão total até o último minuto.
O Palmeiras, agora, aguarda o vencedor de Santos-SP (Brasil) X Boca Juniors (Argentina) nesta quarta-feira (13) para saber quem enfrenta na decisão do próximo dia 30 de janeiro de 2021, no Maracanã.
O jogo de ida entre os rivais terminou 0 a 0, na Bombonera.
A classificação diante do River leva o Palmeiras à sua quinta final de Taça Libertadores da América.
Nas outras quatro finais, o Verdão conquistou um título, em 1999, e foi vice três vezes, 1961, 1968 e 2000.
Nova chance depois de quase 21 anos.
Foram 45 minutos de amplo domínio do River, que não mostrou as falhas que teve no jogo de ida, manteve a posse de bola e fez o Palmeiras se retrair.
Ainda que as chances mais claras tenham demorado a sair, o time argentino soube dominar o rival sem sofrer muito.
O Verdão apostou nas transições rápidas, mas só teve uma no início, lançamento para Rony que terminou em ótima saída do gol de Armani.
Nervoso e com a bola “queimando” nos pés, o Palmeiras viu o River rondar cada vez mais a área e abrir o placar na bola aérea, com Rojas vindo de trás e subindo sozinho.
O Verdão ainda respondeu em outra escapada de Rony que terminou em chute para fora de Zé Rafael, mas a pressão do River Plate levou ao segundo gol, de Borré, após a bola cruzar a área e passar por Luan, que havia entrado no lugar do lesionado Gustavo Gómez.
A pressão do River Plate continuou e deu resultado logo aos 9 minutos do segundo tempo, quando Borré apareceu sozinho na área e completou para as redes um cruzamento vindo da esquerda.
O 3 a 0, porém, não se confirmou porque o VAR entrou em ação e detectou impedimento do próprio Borré no início do lance.
Sem encontrar respostas, Abel Ferreira lançou Emerson Santos e Raphael Veiga para dar outra dinâmica ao meio de campo, mas não funcionou.
Nem a expulsão de Rojas, aos 27 minutos do segundo tempo, deu sossego ao torcedor palmeirense.
O time continuou sofrendo em campo, viu o VAR atuar novamente para anular pênalti de Empereur em Suárez e teve de conviver com o suspense até o último minuto, quando o árbitro foi novamente ao vídeo analisar (mas não marcar) possível pênalti para o River Plate.
O apito final encerrou o sufoco alviverde.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





