“Questões burocráticas” travam pagamento de férias e salários de jogadores e comissão técnica do Cruzeiro.
Clube espera quitar o quanto antes os vencimentos pendentes do elenco profissional, funcionários do administrativo estão com pagamentos em dia.
O Cruzeiro depende de “questões burocráticas” para colocar em dia os vencimentos dos jogadores e da comissão técnica, referentes a salários e férias.
A expectativa era de que, na sexta-feira, dia 12 de junho, a diretoria do clube celeste acertasse os débitos atrasados, únicas pendências que restavam em relação aos vencimentos do profissional.
Inicialmente, a informação sobre a liberação do pagamento foi divulgada pela Rádio 98FM, na última quinta-feira (11).
Segundo apurou o GloboEsporte.com com a assessoria de comunicação do Cruzeiro, na quarta-feira, dia 10 de junho, foi gerada e aprovada a folha de pagamento dos atletas de abril, quando o grupo estava em férias, e maio, que foi enviada para o banco.
No entanto, o clube “está resolvendo questões burocráticas e espera que o pagamento seja concretizado o quanto antes”.
Recentemente, um dos recursos que entraram no caixa cruzeirense foi o dinheiro da venda do zagueiro Edu, ao Athletico-PR, por cerca de R$ 3 milhões.
A quantia, no entanto, não corresponde a uma folha salarial completa do atual elenco.
No fim do mês passado, antes mesmo da posse oficial, Sérgio Santos Rodrigues, novo presidente do Cruzeiro, anunciou a quitação do salário de março do elenco profissional, com vencimento no quinto dia útil de abril.
Naquele dia, o presidente também acertou pagamento aos funcionários do administrativo, das categorias de base e do feminino.
Os atrasos salariais têm sido recorrentes no clube desde o fim do primeiro semestre do ano passado.
No início deste ano, com a redução da folha salarial de R$ 16 milhões para R$ 3 milhões, a diretoria conseguiu manter os compromissos em dia até o início da pandemia do novo coronavírus.
Com a paralisação das competições no Brasil e a crise econômica que afetou o país em função da Covid-19, o Cruzeiro perdeu várias formas de receita, com a suspensão de patrocínios, a falta de bilheteria, perda de sócios e fechamento dos clubes sociais, entre outros aspectos.
Na tentativa de manter os compromissos sempre em dia, o Cruzeiro iniciou, na semana passada, os processos de rescisão com o lateral-direito Edilson e com o meia Robinho, que estavam entre os vencimentos mais altos do elenco.
Para reduzir a folha, novas saídas não estão descartadas.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro




