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NBB. NOVO BASQUETE BRASIL.
Análise

Protocolo aprovado

Clubes aprovam protocolo de prevenção à Covid-19 do NBB (Novo Basquete Brasil) 2020/2021.

Protocolo foi desenvolvido por infectologista do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) e teve a participação de médicos do Flamengo e da Unifacisa em sua elaboração; campeonato começa dia 10 de novembro.

Foi definido nessa segunda-feira (2) o protocolo de prevenção à Covid-19 do NBB 2020/2021.

Em reunião do Conselho de Administração da Liga Nacional de Basquete realizada por videochamada, as medidas contra a pandemia foram finalizadas e aprovadas por todos os 16 clubes que disputarão a décima terceira edição do campeonato, que começará no dia 10 de novembro, no Rio de Janeiro.

Para o desenvolvimento do protocolo, a LNB (Liga Nacional de Basquete) contratou o médico infectologista Max Igor Banks Ferreira Lopes, do Hospital das Clínicas da USP, para dar todo o suporte necessário durante o período de elaboração e, por fim, chancelar o mesmo.

Durante o processo, o profissional tirou todas as dúvidas da LNB e dos clubes sobre os mais variados segmentos.

Junto ao Dr. Max, participaram da criação do protocolo os médicos Cláudio Cardone (Flamengo), Diogo Vilar (Unifacisa) e Diego Gadelha (Unifacisa), sob coordenação do Diretor Técnico-Operacional da LNB, Paulo Bassul, que buscou inúmeras referências de outras ligas ao redor do mundo para embasar ainda mais as medidas apresentadas ao Conselho de Administração da LNB.

“Estudamos protocolos de algumas entidades como a FIBA, NBA, NFL, Liga Argentina e da Liga ACB da Espanha, que inclusive nos brindou com uma palestra da médica que coordenou o trabalho lá, dentre outras. Além disso, os sites da Anvisa e do Ministério da Saúde ajudaram a nortear algumas definições. Organizamos todas essas informações adequando-as à nossa realidade, mas sempre buscando a menor exposição e risco possíveis para equipes e árbitros”, disse Paulo Bassul.

Divisão por áreas: Entre os vários tópicos presentes no protocolo, o controle rigoroso de acesso aos ginásios de cada sede é um dos principais.

Além dos portões fechados ao público, os locais de jogos serão divididos em três áreas (1, 2 e 3), com número restrito de profissionais em cada uma delas e não sendo permitido o trânsito de pessoas entre as mesmas.

A Área 1 refere-se ao espaço de jogo, em que será permitida apenas a presença de árbitros e membros das equipes, que estarão submetidos a um rigoroso processo de testagem, tanto antes quanto durante a competição.

Esse local terá limite de 41 pessoas, considerando um máximo de 19 pessoas de cada equipe.

Já a Área 2 menciona os arredores da quadra, em que estarão os oficiais de mesa, rodoboys, câmeras, profissionais de comunicação das equipes, entre outros.

As pessoas pertencentes a esse espaço não terão acesso à Área 1 e ainda passarão por um cuidado especial com máscaras e proteção de acrílico na mesa de controle.

O limite de pessoas deste espaço é de 39 pessoas.

E por fim, a Área 3 trata-se das arquibancadas e tribunas, ou seja, fora do ambiente de jogo.

Nela estarão profissionais de imprensa e dirigentes, que também serão obrigadas a fazer o uso da máscara, com limite máximo de 57 indivíduos.

Vale reforçar que não é permitido transitar e acessar as demais áreas.

Medidas de jogo: Na Área 1, onde estarão somente árbitros, atletas e demais membros das equipes, também terão medidas especiais.

Entre elas estão o distanciamento entre indivíduos nos bancos de reservas, que ainda terão cadeiras individuais e numeradas para cada atleta.

Além disso, os jogadores terão toalhas e squeezes individuais para não haver intercâmbio desses materiais entre eles.

Os vestiários também terão acesso restrito.

Os membros das equipes poderão usá-los somente no momento pré-jogo e no intervalo, com banhos proibidos tanto para atletas quanto para árbitros, os banhos serão tomados no hotel.

Fora isso, os bancos de reserva serão rigidamente higienizados ao final de cada partida.

Portanto, para viabilizar essa limpeza nos períodos entre um jogo/treino e outro nas sedes, foi criada pela LNB um espaço chamado “Área Pré-Jogo”.

Nela ficarão as equipes que jogarão a partida seguinte enquanto é feita a higienização dos locais.

Essa área pré-jogo também será rigidamente higienizada logo após a passagem de cada equipe por lá.

Todos os profissionais presentes na Área 1 e alguns específicos da Área 2 ainda responderão a um questionário em todos os dias de jogos, com objetivo de mapear os sintomas das pessoas envolvidas e manter o controle de proteção entre eles.

Além disso, também haverá um protocolo de resultados, ou seja, caso haja algum teste positivo, o indivíduo terá isolamento imediato e entrará em período quarentena.

Protocolo de testagem: Durante o primeiro turno do NBB 2020/2021, os atletas e membros das equipes passarão por testagens em três momentos distintos.

O primeiro deles será no período de “isolamento relativo”, ou seja, o período de treinamento que antecede a competição, 10 dias antes do primeiro jogo da equipe.

Em seguida, depois do início do campeonato, todos serão testados antes da viagem e a cada sequência de jogos.

O protocolo de testagem do NBB envolve os três tipos de teste para Covid-19: Antígeno, Sorológico e o RT-PCR.

Com isso, os atletas e profissionais dos clubes participantes farão um teste a cada três ou quatro dias, em períodos de jogos.

Todas essas etapas serão supervisionadas por um profissional de cada clube, que será encarregado de fiscalizar os processos e assegurar a proteção dos integrantes de suas respectivas equipes.

Por fim, a LNB criou também um outro item importante para preservação da saúde dos atletas: o protocolo cardíaco de retorno pós-Covid-19.

Caso algum jogador seja diagnosticado com o vírus, ele será submetido a um protocolo específico de testes cardíacos e retorno às atividades, que será proporcional: quanto maior a gravidade dos sintomas, mais rigoroso e demorado será o protocolo de volta do atleta às atividades.

Essa medida foi imposta para preservar ao máximo a saúde e a condição cardíaca dos atletas no retorno pós-Covid-19.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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