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Análise

Profissionalização do árbitro de futebol já!

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Arbitragem é sempre um tema muito polêmico no futebol brasileiro. Brasileiro não, hoje em dia no futebol mundial. O nível dos árbitros daqui não difere muito dos de “lá”. Igualmente ruins, poucos são os homens do apito que se salvam diante de erros grotescos de interpretação, cálculo, conhecimento da regra e às vezes má fé. Não acredito em árbitro ladrão, mas acredito em represália e pré-disposição para punir alguém antes mesmo do jogo começar.

Casos como Luis Fabiano, do São Paulo, Dentinho, ex-Corinthians, Kleber, do Grêmio, entre outros, eu também entraria em campo com “a pulga atrás da orelha”. A qualquer movimentação suspeita desse ou daquele eu também advertiria com cartões e broncas. Mas não é esta a questão. O problema é o nível técnico dos árbitros e não a parte humana ou psicológica deles.

Por exemplo, ainda acho o gaúcho Leandro Pedro Vuaden bom árbitro, mas ele mudou. Antes conhecido como estilo europeu, que deixa o jogo correr, ele moldou sua arbitragem para agradar a CBF, virar juiz Fifa e quem sabe ser o representante brasileiro na Copa de 2014.

Todos sabemos que a CBF não é boa entidade para ninguém, mas até para os árbitros é brincadeira. O cara que era bom, hoje não é tão bom assim porque a CBF “pediu” algumas correções. Enfim, este é só um exemplo. Tecnicamente, temos bons profissionais: Vuaden, Seneme, Sandro Meira Ricci (esse, particularmente, acho o melhor do Brasil), Guilherme Cereta de Lima e mais outros.

A quantidade de árbitros ruins é maior que bons, bem maior. Árbitro/bandeirinha ruim não significa aquele lance do gol do Santos contra o Corinthians, o dos três impedimentos. Aquilo é pornografia. Ou é má fé ou o cara estava sem condição nenhum de trabalhar. Quatro dias depois, o mesmo auxiliar (Emerson Augusto de Carvalho) trabalhou no jogo entre Coritiba x Grêmio e não assinalou um impedimento dificílimo de Marcelo Moreno no último gol gremista.

Enquanto não houver profissionalização de árbitro no Brasil, nós continuaremos assistindo lances como aquele na Vila Belmiro. Acho muito complicado um cara ser advogado, contador, michê, padeiro e no fim de semana ser o mais concentrado possível para trabalhar em jogo de futebol do Campeonato Brasileiro, que movimenta milhões de reais. Se movimenta tanto dinheiro, por que não se regulamenta logo essa profissão? Enquanto o terceiro reserva da lateral de um time da Série B ganhar mais que um árbitro da Série A isso ocorrerá com frequência.

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