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Brasileiros vão ao pódio na Polônia.
Após bater na trave, Jacky Godmann celebra primeira medalha em Mundial.
Dupla conquistou a prata no C2 500 metros em Poznan.
revelação da canoagem brasileira, Gabriel Assunção também subiu pela primeira vez ao pódio de um Mundial adulto.
Depois de tantas vezes chegar perto, Jacky Godmann finalmente conquistou sua primeira medalha em um Campeonato Mundial adulto.
Ao lado de Gabriel Assunção Nascimento, uma das revelações recentes da canoagem brasileira, o catarinense levou a prata no C2 500 metros em Poznan, na Polônia.
Foi também o primeiro pódio de Gabriel em uma competição mundial sênior.
A conquista, inclusive, foi a primeira medalha da história da canoagem brasileira em mundiais em um barco sem Isaquias Queiroz.
Mas fora da água, Isaquias Queiroz acompanhou tudo de perto e foi um dos responsáveis por incentivar a dupla antes da decisão.
“Falei para o Gabriel: minha primeira medalha mundial. Bati na trave algumas vezes, ano passado, quarto com ele. E chegar hoje aqui, ser segundo lugar, onde tem medalhistas mundiais, medalhistas olímpicos… Foi uma boa prova”, comemorou Jacky Godmann em depoimento à equipe de comunicação Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) logo após a prova.
A prata veio depois de uma forte recuperação na segunda metade da final.
Gabriel e Jacky passaram pelos 250 metros na quarta colocação e cresceram justamente no trecho decisivo para cruzar a linha em segundo.
A dupla terminou com 1min39s81, apenas 58 centésimos atrás de Zakhar Petrov e Ivan Shtyl.
O resultado teve um significado ainda maior para Jacky.
Em 2025, Jacky e Gabriel haviam terminado o Mundial de Milão na quarta posição, apenas 25 centésimos atrás dos húngaros Kristof Kollar e Istvan David Juhasz.
Jacky também conhece a sensação de ficar perto de uma grande medalha nos Jogos Olímpicos: em Tóquio em 2020, foi quarto colocado no C2 1000 metros ao lado de Isaquias Queiroz.
Antes da final em Poznan, porém, a mensagem da equipe brasileira foi simples.
A prova seria decidida por quem conseguisse suportar mais no fim.
“(Lauro) Pinda falou que iria ganhar quem quer mais. Então hoje nós quisemos mais. Estamos seguindo o caminho bem e, se Deus quiser, tem muito mais aí. Muito obrigado, estou muito feliz”, afirmou Jacky, comentando ainda que o técnico já tinha alertado que os rivais não sustentariam o ritmo até o fim da prova.
Gabriel também destacou a força da dupla nos metros finais.
“Graças a Deus! Final de novo, final de novo, e agora foi a medalha que veio. Estou muito feliz. O Jacky recuperou muito bem ali. Eu não sei de onde saiu essa força de mim e do meu parceiro. A gente é forte. A gente saiu bem, se manteve num ritmo de prova bom e subiu bem forte. Graças a Deus”, disse.
Gabriel confirma ascensão no cenário internacional: Para Gabriel Assunção, a prata representa mais um passo em uma trajetória de rápida ascensão.
O brasileiro já havia batido na porta do pódio em competições internacionais de base e, em 2025, conquistou a prata no C2 500 metros Sub-23.
No Mundial adulto daquele mesmo ano, ficou em quarto ao lado de Jacky.
Em Poznan, também terminou em quarto no C1 200 metros antes de finalmente conquistar sua primeira medalha mundial entre os adultos.
Ainda emocionado depois da final, Gabriel fez questão de dividir o resultado com familiares, patrocinadores e integrantes da equipe brasileira que estavam presentes ou colaboraram à distância.
Isaquias Queiroz incentiva dupla antes da prata: Se em outras grandes conquistas Jacky dividiu o barco com Isaquias Queiroz, desta vez o campeão olímpico teve outro papel.
Isaquias acompanhou a preparação da dupla e incentivou os companheiros antes da largada.
Jacky revelou que o baiano permaneceu ao lado dos dois até os momentos finais antes da prova.
“O Isaquias estava ali com nós: ‘vocês podem, vocês podem ganhar medalha’. O Isaquias (estava) o tempo todo com a gente, até entrar na água”, contou.
Jacky também agradeceu à comissão técnica e médica.
O brasileiro revelou que chegou aos últimos dias do Mundial gripado e destacou o trabalho da equipe para que pudesse disputar a final em melhores condições.
“Nos dois últimos dias melhorei bastante. A doutora me ajudou muito. É toda a nossa equipe. Todos os atletas do Brasil. Então é isso”, completou.
Para Jacky, depois de tantas vezes terminar do lado de fora do pódio, finalmente veio a medalha.
Para Gabriel, o resultado confirmou que a nova geração brasileira já consegue competir entre os melhores do mundo.
E, desta vez, Isaquias não precisou estar dentro do barco para fazer parte da conquista.
Reportagem: Olimpiadatododia.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro