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Premier League tem aval do governo inglês para voltar em junho.
Situação, no entanto, segue indefinida.
Locais e transmissões são impasses.
Nesta segunda-feira (11), a Premier League foi autorizada pelo governo inglês a retomar suas atividades a partir de 1° de junho, mas com jogos com portões fechados ao público.
Apesar do aval, o cenário para o retorno do futebol inglês segue indefinido.
No momento, a liga é a favor de fazer os jogos em estádios “neutros”, com o intuito de evitar que os torcedores se desloquem para a frente dos locais das partidas, como fizeram os fãs do Paris Saint-Germain no duelo diante do Borussia Dortmund, em jogo válido pela Champions League em março, antes da proibição das competições na França.
Essa ideia, porém, é rechaçada por alguns clubes.
Nos bastidores, há a necessidade de encerrar a competição para evitar uma perda ainda maior de arrecadação por parte dos clubes e também do próprio torneio.
Segundo a rede britânica BBC, a Premier League teria que devolver £ 340 milhões aos canais de televisão nacionais e internacionais, caso o torneio não volte ou até mesmo se tiver jogos em novos horários.
Isso porque os jogos não estariam cumprindo o que está originalmente em contrato.
Em uma declaração recente, o CEO da Premier League, Richard Masters, afirmou que, no cômputo geral, a liga poderá ter um prejuízo de “pelo menos” £ 1 bilhão se a temporada 2019/2020 não for concluída.
Nesta segunda-feira (11), o executivo esteve reunido com os clubes e tentou deixar a situação toda o mais transparente possível.
“Fomos capazes de pintar hoje (segunda-feira, 11 de maio) um retrato do que aconteceria em vários cenários, jogando a temporada e não jogando a temporada, para permitir que eles tenham uma imagem disso, de como estamos neste início de maio. Em termos de estimativa, ainda não podemos fazer isso neste momento. Aconteça o que acontecer, haverá uma perda significativa de receita para os clubes. Isso é inevitável”, afirmou Masters.
De um modo geral, os clubes se mostram coletivamente desejosos de que a competição siga até o final.
Nenhum, por exemplo, pediu que o rebaixamento fosse descartado.
No momento, os principais impasses parecem realmente ser as questões de um local neutro para os jogos e também o que fazer com relação à mídia.
Reportagem: Maquinadoesporte.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro