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SUPERLIGA FEMININA. TEMPORADA. 2017.2018. PRAIA CLUBE-MG. CAMPEÃO. SECS-RJ. VICE-CAMPEÃO.
Análise

Praia Clube vence Sesc-RJ no Golden Set e fatura Superliga pela primeira vez

A manhã deste domingo ficará marcada na história do Praia Clube.

A equipe comandada pelo técnico Paulo Coco levou a melhor sobre o Sesc-RJ por 3 sets a 0 (25/19, 25/23 e 25/17) e faturou o inédito título da Superliga Feminina.

A conquista veio no Golden Set, implantado pela primeira vez na competição, com o time de Uberlândia fazendo 25/18, levando o Sabiázinho a loucura.

O ginásio recebeu seis mil torcedores.

Como o Sesc-RJ venceu a partida de ida, no Rio de Janeiro, na semana passada (3 sets a 1), o Praia teria que vencer o confronto em Uberlândia para levar a decisão ao Golden Set.

Foi a primeira final de Superliga nesses moldes.

O duelo em Uberlândia marcou a despedida da líbero Fabi das quadras.

Aos 38 anos, sendo vinte deles dedicado ao vôlei, a bicampeã olímpica (Pequim 2008 e Londres 2012) deixa o esporte após 13 temporadas no time do Rio de Janeiro.

Ao todo, ela disputou 14 finais de Superliga, faturando dez títulos.

O jogo: Apesar de jogar fora de casa, o Sesc-RJ iniciou melhor a partida, abrindo 5/2 logo no começo, mas o técnico Paulo Coco parou a partida e orientou as jogadoras do Praia, que, em seguida, viraram a parcial (6/5).

O duelo, então, passou a ser disputado ponto a ponto, com vários bloqueios e Fê Garay fazendo a diferença para o time da casa.

Fabi defendia bolas incríveis para o Rio, mas sua equipe estava com dificuldade de virar bolas, e com isso as mandantes abriram quatro pontos na reta final do set (21/17).

O Praia fechou a parcial, após invasão carioca por cima da rede, em 25/19: 1 set a 0.

O segundo set começou assim como terminou o primeiro, com o Sesc-RJ apresentando dificuldades para atacar.

A levantadora Roberta não estava em um bom dia, enquanto Claudinha, do outro lado da quadra, municiava à vontade o time do Praia.

O Rio, então, passou a ajustar as viradas de bola, ‘fechou as portas’ para as adversárias, e virou a parcial em 15/12.

O Praia teve um ‘apagão’, mas logo conseguiu retomar a vantagem de maneira emocionante em 23/21, despertando novamente o nervosismo na agremiação fluminense.

E foi na ‘mão de ferro’ de Fernanda Garay que a equipe de Uberlândia fechou em 25/23: 2 sets a 0.

O Praia seguia virando bolas no começo da terceira parcial.

Já o Sesc-RJ sentia falta de uma presença maior das centrais, sobretudo Juciely, que se destacou durante toda a competição pela equipe.

O time de Uberlândia literalmente jogava em casa, leve em quadra, pegando o ataque carioca a todo momento nos bloqueios.

Com isso, o time abriu 11/7 no placar.

O Praia seguia marcando e administrando a vantagem com propriedade, enquanto o Sesc tentava uma reação sem sucesso.

Desta forma, as mandantes fizeram 20/14 indicando que teria o inédito Golden Set.

Fabiana, então, fechou a parcial em 25/17: 3 sets a 0.

Golden Set: A temporada decidida em um set.

A vitória maiúscula do Praia daria um ‘excesso’ de confiança ao time?

O Sesc-RJ conseguiria ter psicológico para fazer diferente?

Foram as várias perguntas feitas pelos torcedores antes da parcial decisiva começar.

Mas quando começou, o Praia mostrava estar seguindo o mesmo ritmo que imprimiu durante os três primeiros sets.

Vibração a cada ponto, realçando a conexão entre atletas e torcida.

Mas logo o Sesc entrou no jogo e passou a frente na parcial (6/5).

E o duelo foi franco, com o ataque carioca voltando a ser eficiente. Com isso, o Rio abriu 13/11, obrigando Paulo Coco a pedir tempo técnico.

Funcionou.

O time de Uberlândia ficou na vantagem no placar.

Então, restou ao Praia administrar a vantagem.

A missão de fechar o jogo ficou para Fawcett, que soltou o braço para fazer 25/18, garantindo a revanche da decisão nacional de 2015/16, quando as cariocas levaram a melhor sobre o time mineiro, em Brasília.

Praia Clube – Claudinha, Walewska, Fê Garay, Amanda, Fabiana e Fawcett.

Líbero: Suelen.

Técnico: Paulo Coco

Sesc-RJ – Roberta, Juciely, Gabi, Drussyla, Mayhara e Monique.

Líbero: Fabi

Técnico: Bernardinho

Reportagem: Mg.superesportes.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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