Esquema de Jogo

Colunas, entrevistas, análises e tudo sobre o esporte!

Análise

Pra onde vai Diego Costa

Diego-Costa

Todo mundo agora quer o Diego Costa na sua seleção. Felipão já havia convocado o jogador uma vez no ano passado, não fez grande coisa. Nesse início de campeonato espanhol, ele desandou a fazer gols e virou artilheiro do espanholão. E daí? Pergunta um mais desavisado. E daí, meu amigo, que ele tem mais gols no Espanholão que quem? Sim, eles mesmos, o ídolo do Brunão, CR7 e uma das unanimidades do Esquema, o Pelé catalão, Messi.

Del Bosque tem como opções de atacantes goleadores os dois Fernandos Torres, o ruim e o Llorente, Soldado, Negredo e Villa. Uma nova regra da Fifa permite que um jogador que não tenha defendido uma seleção em jogos oficiais pode trocar de seleção. Ninguém dessa lista aí em cima tá fazendo grande coisa, Costa não é uma das opções preferidas de Felipão, Del Bosque ligou os pontos, passou a mão no telefone e chamou Diego.

Felipão sabe que tem um problema no ataque. Depois de Careca-Romário-Ronaldo, não apareceu nenhum centroavante desse nível no Brasil. Fred é o melhor disponível, mas as contusões o perseguem, Pato nunca entregou o que promete, Damião ainda não se confirmou como promessa. Diego Costa está sendo pretendido por um dos rivais diretos pela Copa. Felipão ligou os pontos e deu a entender que pode ter vaga, ele pode até chamar Diego.

O que Diego deveria fazer?

Seleções nacionais deveriam prezar apenas por um conceito: identificação com o país que se representa, não deveria levar em conta as possibilidades que representar aquele que se pensa como o “seu país” no campo de conquistas ou de títulos.

Mazzola ou Altafini, em ação pela Itália
Mazzola ou Altafini, em ação pela Itália

Por anos a regra da Fifa foi bastante permissiva com relação a mudanças de nacionalidades. Nos anos 50-60, 3 grandes jogadores mudaram de cores nacionais. No Brasil, lembramos de Mazzola, ou Altafini para os italianos, que foi campeão com a seleção Brasileira em 1958 e depois passou a defender a Azzurra, para a alegria do Nóia, que tem um time em cada estado do Brasil, país do mundo e diz que torce pra Itália. Puskas, húngaro, defendeu seu país natal na histórica campanha de 1954 e depois, em 1962, disputou outra Copa, pela Espanha.

Alfredo Di Stéfano foi além, jogou por Argentina, Colômbia e Espanha, tendo carreira mais marcante pela terra que escolheu viver após a chegada em Madrid.

rink2
Paulo Rink com a Camisa da Alemanha

Com o tempo, a Fifa passou a endurecer as regras para mudança de seleções nacionais, chegando a proibir a mudança de país, mesmo com atuações por seleções de base, em jogos oficiais, ou não. Mesmo assim, casos como o de Paulo Rink e Cacau (brasileiros, pela Alemanha), Marcos Sena (Brasileiro, campeão europeu pela Espanha) continuaram acontecendo, com o ritual de naturalização e atuação pelas seleções.

Diego pode decidir o que bem entender, se assim é permitido para ele. O duro é a zona em que vão se tornar as seleções, depois dessa regra. Mesmo se Diego se sentir espanhol, tem erros nessa história, não jogasse pelo Brasil. Mas virou zona, e não é problema dele.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Confirme que você não é um robô. *