LIGA DAS NAÇÕES DE VÔLEI. PRIMEIRA FASE. DÉCIMA PRIMEIRA RODADA. BRASIL. POLÔNIA.

Polônia vence e complica o Brasil na VNL

Brasil com a derrota pode ficar fora da fase final.

Brasil perde para a Polônia, se aproxima da eliminação e precisa “secar” rivais.

Seleção brasileira precisa de combinação improvável para avançar ao mata-mata da Liga das Nações.

Último jogo é domingo (19).

O Brasil perdeu para a Polônia, nesta sexta-feira (17), em Chicago (Estados Unidos), pela fase classificatória da Liga das Nações Masculina de Vôlei.

A seleção canarinho, que não era favorita no duelo, foi derrotada por 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 25/19) e se aproximou da eliminação da VNL (Volleyball Nations League – Liga das Nações de Vôlei).

“Jogamos de igual para igual contra um dos melhores times do mundo. Temos que aprender a minimizar os erros nos momentos importantes, fazer o passe bem feito. Domingo tem jogo contra China, vamos entrar 100% para ganhar. E depois ver o que acontece. Temos que fazer a nossa parte no domingo (19), declarou Lucarelli.

Nona colocada na tabela, a seleção brasileira, que ficou fora do mata-mata da competição pela última vez em 1991, precisa estar dentre os sete melhores colocados para avançar à fase final.

A oitava vaga pertence à China, país-sede da última etapa, em Ningbo, de 29 de julho a 02 de agosto.

O Brasil depende de uma combinação improvável de resultados para continuar sonhando com a fase final.

É preciso “secar” Ucrânia, Itália e Bulgária, as 2 últimas têm 2 jogos a cumprir ainda.

E, claro, vencer seu jogo derradeiro, a missão menos difícil desta saga.

O último compromisso do Brasil nesta fase preliminar da VNL será contra os chineses, domingo (19), às 14 horas (horário de Brasília).

Os adversários ocupam a “lanterninha” da tabela.

Azarão diante da Polônia, o Brasil começou bem o duelo desta sexta-feira (17).

Lucarelli e Darlan comandaram a seleção diante da equipe que foi vice-campeã olímpica em Paris 2024.

Os pupilos do técnico Bernardinho passaram boa parte do set à frente no placar, mas na reta final o confronto ficou acirrado.

Naturalizado polonês e dono do recorde de saque mais rápido do mundo, o cubano Leon entrou na reta final do primeiro set, e a Polônia empatou o jogo em 18 a 18.

A igualdade durou até 21 a 21, quando os poloneses encaixaram 2 pontos consecutivos e se aproximaram da vitória.

Matheus Pinta converteu uma bola para o Brasil e reduziu a distância para um ponto.

Foi o encarregado de sacar, mandou para fora e “deu” o set point aos adversários.

Com um ataque avassalador de Fornal, a Polônia fechou em 25 a 22.

Diferentemente do primeiro set, o Brasil começou desconectado na segunda parcial.

Rapidamente, a Polônia assinalou 3 a 0 e se manteve em vantagem durante todo o período.

O Brasil reagiu, reduziu a diferença e empatou pela primeira vez no set: 20 a 20.

No momento mais importante do jogo, o Brasil anotou a virada em um erro da Polônia.

Os rivais, porém, pediram revisão de vídeo e conseguiram pontuar pois a imagem mostrou um toque de Flávio no bloqueio: set point a favor dos atuais campeões da VNL.

No lance mais inusitado do duelo, Cachopa levantou para Flávio.

O central, sozinho, escorregou, sem que o levantador notasse.

O Brasil desperdiçou o ponto, e Flávio ficou indignado com a situação.

No ponto derradeiro, Cachopa e Pinta titubearam em uma bola que caiu entre eles.

O levantador utilizou o pé, mas não salvou.

A Polônia fechou em 28 a 26.

O Brasil cometeu muitos erros, e os vacilos se refletiram na vantagem polonesa.

Com 2 a 0 no placar, a Polônia continuou atuando em alto nível no terceiro set e construiu uma margem favorável com tranquilidade.

Sob o comando de Boladz e Fornal, a Polônia liquidou o Brasil por 25 a 19.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro