Esquema de Jogo

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LIGA DAS NAÇÕES de 2023. MASCULINO. VÔLEI. POLÔNIA. CLASSIFICADA. BRASIL. ELIMINADO. QUARTAS DE FINAL. JOGO ÚNICO. SEMIFINAL. JAPÃO. POLÔNIA. ESTADOS UNIDOS. ITÁLIA.
Análise

Poloneses eliminam o Brasil

Brasil cai para Polônia e dá adeus à Liga em jogo com ponto polêmico.

Seleção reclama de lance que definiu primeiro set, tenta a reação, mas dá adeus à briga por medalha diante da superioridade rival em Gdansk.

Donos da casa encaram Japão na semifinal.

Diante de um mar vermelho e branco, era preciso ir ao limite.

Mas, ao levar a pior em uma decisão polêmica, o Brasil se viu sem forças para reagir.

Nesta quinta-feira (20), nas quartas de final da Liga das Nações, a seleção até começou bem diante de uma Polônia impulsionada por uma multidão no ginásio em Gdansk.

No último lance do primeiro set, porém, o árbitro deu ponto para o time da casa sob muitos protestos dos brasileiros.

Em vão.

A partir dali, de pouco adiantou a luta: 3 sets a 0, parciais 26/24, 25/21 e 25/20, e um adeus precoce.

Em belo rally, Brasil bloqueia duas vezes até Alan fazer o ponto.

Polônia, no entanto, pede revisão, recebe o ponto e fecha o set

A derrota tira o Brasil da briga por medalhas da Liga pelo segundo ano seguido.

Nas semifinais, a Polônia vai encarar o Japão, que passou pela Eslovênia em 3 sets a 0.

Na outra chave, os Estados Unidos encaram a Itália em busca da vaga na decisão.

No último ponto do primeiro set, Alan explorou o bloqueio após um longo rali para marcar.

A Polônia, porém, pediu desafio e acusou o toque no oposto brasileiro na volta da bola.

A arbitragem voltou atrás e deu razão ao pedido polonês.

Foi a senha para muita reclamação de Bruninho, capitão, e do técnico Renan Dal Zotto.

Apesar do protesto, nada mudou.

O Brasil volta à quadra no fim de agosto, entre os dias 26 e 30, para a disputa do Sul-Americano, em Recife.

Será a última competição antes do Pré-Olímpico, no Rio de Janeiro, a partir do dia 30 de setembro.

Os números:

Maiores pontuadores:

Sliwka (Polônia): 16 pontos

Alan (Brasil): 15 pontos

Leon (Polônia): 11 pontos

Bienek (Polônia): 10 pontos

Lucarelli (Brasil): 10 pontos

Pontos de ataque:

Brasil: 35 pontos

Polônia: 37 pontos

Bloqueio:

Brasil: 5 pontos

Polônia: 10 pontos

Pontos de saque:

Brasil: 5 pontos

Polônia: 9 pontos

Erros de adversários:

Brasil: 20 pontos

Polônia: 20 pontos

Primeiro set – Ponto polêmico define, e Brasil larga atrás: Alan voou por trás da linha de três para abrir a conta. Lucarelli, na sequência, parou o ataque de Kurek com um bloqueio.

O início animou.

Só que não dava para ser tão simples.

Aos poucos, a Polônia se soltou.

No ataque de Kochanowski, os donos da casa passaram à frente em 7/6.

O Brasil se manteve firme e chegou a abrir 10/8, mas os poloneses foram buscar.

Era um jogo difícil, e era preciso ir ao limite.

Um ataque para fora de Honorato fez a Polônia abrir 17/15.

Só que o Brasil foi buscar.

Alan, com um saque potente, recolocou a seleção à frente com 19/18.

Pouco depois, Kurek mandou para fora e marcou 21/19 para os brasileiros.

O técnico Nikola Grbić, então, pediu tempo.

Funcionou.

A Polônia foi buscar e deixou tudo igual no bloqueio de Kurek sobre Lucarelli (22/22).

O Brasil ainda teve a chance de fechar o set depois de ponto de Lucarelli.

Mas aí o jogo esquentou rumo ao ponto mais polêmico.

A Polônia passou à frente mais uma vez.

O Brasil, porém, teve a chance de evitar o set point em ataque de Alan explorando o bloqueio.

Em um primeiro momento, a arbitragem marcou ponto brasileiro.

No desafio, porém, voltou atrás. Renan Dal Zotto e Bruninho reclamaram muito e foram aos gritos para a mesa de vídeo.

Não funcionou.

No fim, 26/24 para os donos da casa.

Segundo set – Brasil tenta reagir, mas Polônia amplia: Ao voltar à quadra, o Brasil pareceu ainda sentir a dor da queda anterior.

A Polônia, então, aproveitou.

O time da casa acelerou e marcou 7/2 em um ataque de Kurek.

Renan, então, mudou.

Colocou Cachopa no lugar de Bruninho e tentou acertar o time.

Dois bloqueios seguidos de Honorato deram fôlego à seleção.

A Polônia até voltou a abrir, mas o Brasil chegou ao empate em 12/12 em um ace de Lucão.

O Brasil chegou à frente pelas mãos de Alan, o melhor em quadra, marcando 17/16.

A vantagem, porém, foi passageira.

A Polônia mais uma vez tomou a dianteira e abriu 21/18 no ataque de Sliwka.

A seleção até tentou voltar à briga.

Não conseguiu.

No ataque para fora de Honorato, 25/21.

Terceiro set – Polônia se impõe e elimina o Brasil: Renan chamou Leal para a partida na volta à quadra.

Ainda que fora de forma, o ponteiro deu mais força ao ataque brasileiro.

A seleção, por um momento, voltou a fazer frente aos rivais.

Mas faltou forças.

Leon, no saque, destruiu o passe brasileiro.

Com um ace, colocou a Polônia à frente para não sair mais: 13/12.

O Brasil ainda tentou mudar mais uma vez, com Bruninho e Roque em quadra. Sobrava vontade, mas faltava forças para reagir.

A Polônia não demorou a disparar.

No fim, 25/20 e adeus à Liga das Nações.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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