Como a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) pretende montar o calendário brasileiro até a Copa do Mundo de 2022.
Entidade já trabalha com a perspectiva de encaixe das datas até Mundial do Qatar.
A engenharia para reajustar o cronograma de partidas e competições do futebol brasileiro após a pandemia do coronavírus não leva em consideração apenas a necessidade de concluir as competições de 2020.
Na perspectiva adotada pela CBF está a Copa do Mundo de 2022, no Qatar.
A edição do torneio começará, pela primeira vez, em novembro, mais exatamente no dia 21.
Isso demandará um ajuste no calendário dos europeus e também dos brasileiros, independentemente da diferença de início e término da temporada de cada hemisfério.
Ou seja, não dá para imaginar o calendário brasileiro nos próximos dois anos e meio da mesma forma que o conhecemos até aqui.
A começar por 2020, a CBF trata como “definido e determinado” a Série A a partir de 9 de agosto.
A competição, nesse modelo, se estenderá até a segunda quinzena de fevereiro de 2021.
Nada de pausa em dezembro, já que os jogadores tiraram férias em abril.
Ao longo desse tempo, a Copa do Brasil se encaixará a partir de 26 de agosto.
Assim como a Taça Libertadores da América e Copa Sul-Americana, cujas datas ainda não foram divulgadas pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), a equação depende do cenário nos dez países do continente.
A confirmação do Mundial de Clubes ainda em 2020 depende dessa equação difícil de ser resolvida a tempo.
As pausas nas datas FIFA não se tornarão realidade, gerando dor de cabeça aos clubes que cedem jogadores para as seleções nacionais.
Em 2020, essa demanda será “impossível” de ser atendida, segundo o presidente Rogério Caboclo.
A CBF não coloca os estaduais de lado.
Mas as federações que não conseguirem concluir seus torneios antes de 9 de agosto deverão se virar depois para fazê-lo concomitantemente aos torneios nacionais.
Para 2021, a CBF mantém a visão de que os estaduais continuarão no calendário, com um período exclusivo para eles.
As federações confiam em um compromisso feito pelo presidente da CBF, Rogério Caboclo.
Por ora, a rescisão contratual da Globo com o Carioca não gerou reflexo nesse ponto, embora alguns clubes, como o Bahia, defendam a reformulação e até extinção dos estaduais.
Pelo cenário atual, no mais tardar em março de 2021, os estaduais começarão novamente.
A ideia da CBF, a partir daí, é um calendário mais próximo do convencional, começando o Brasileirão em maio.
A FIFA tinha planejado para junho de 2021 a primeira edição do novo Mundial de Clubes, mas o coronavírus forçou o adiamento.
A competição ainda não “aterrizou” em lugar algum.
A distribuição de vagas ainda não foi sacramentada, mas a possibilidade é alta de que clubes brasileiros estejam envolvidos.
O espaço do novo Mundial de Clubes em 2021 foi ocupado pela Copa América, entre 11 de junho e 11 julho.
A UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) fará a Eurocopa no mesmo período.
Ao término da temporada 2021 no futebol nacional, a correria voltará.
Passadas as férias e a pré-temporada, a tarefa será desenhar uma temporada 2022 que termine ao menos até 21 de outubro.
Ou seja, um mês e meio antes do convencional.
Em abril de 2022, a CBF deve realizar a eleição presidencial da entidade.
Pelo estatuto, os votos das 27 federações têm peso 3.
Juntas, elas superam qualquer articulação dos 40 clubes das Séries A e B, que também têm direito a voto, mas com peso 2 e 1, respectivamente.
Reportagem: Oglobo.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





