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CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE A DE 2020. PRIMEIRA FASE. NONA RODADA. SÃO PAULO-SP. RED BULL BRAGANTINO-SP.
Análise

Pênaltis perdidos e empate no Morumbi

São Paulo empata com o Bragantino em jogo de pênaltis perdidos no Morumbi.

Time do interior desperdiça duas cobranças.

Tricolor perde chance de assumir liderança do Brasileirão.

O São Paulo empatou por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino na noite desta quarta-feira (9), no Morumbi, e perdeu a chance de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro.

E a decepção poderia ter sido pior para os tricolores.

O time do interior saiu na frente, perdeu um pênalti, presenteou o adversário com o gol do empate em uma falha do goleiro Cleiton e, incrível, perdeu outro pênalti quase no fim do jogo.

Raul fez o gol do Bragantino, e Luciano, em fase artilheira, marcou para o São Paulo.

Com o empate, o São Paulo foi a 17 pontos, mesma pontuação do líder Internacional, mas perde nos critérios de desempate.

Os gaúchos ainda jogam a rodada: recebem o Ceará nesta quinta-feira (10).

O Bragantino, com sete pontos, segue na zona de rebaixamento, em décimo oitavo.

O São Paulo já volta a campo no próximo sábado (12).

E com clássico.

Às 19 horas (horário de Brasília), enfrenta o Santos na Vila Belmiro.

O Bragantino, no dia seguinte, visita o Atlético-MG às 18 horas (horário de Brasília).

O São Paulo até abriu o placar no primeiro tempo, mas não valeu.

O chute de Reinaldo desviou no meio do caminho em Brenner, que estava em impedimento.

O Bragantino perdeu o primeiro pênalti com Claudinho.

O São Paulo começou o jogo em cima, tentando pressionar o Bragantino, e ameaçou cedo.

Brenner aproveitou cruzamento de Juanfran e cabeceou para o gol.

A bola só não entrou porque Realpe apareceu para tirar quase em cima da linha.

O lance, porém, não intimidou os visitantes, que responderam no minuto seguinte com chute forte de Ytalo, bem defendido por Tiago Volpi.

As duas equipes seguiram buscando alternativas ofensivas, e o São Paulo foi quem conseguiu agredir melhor.

Em duas jogadas, foi parado pelo impedimento: primeiro em uma bola na trave de Vitor Bueno, depois em gol de Reinaldo (a bola desviou em Brenner, que estava adiantado).

Com o passar do tempo, o Bragantino foi tendo mais dificuldades para atacar.

O jogo ficou sob controle tricolor.

Mas faltava criar chances claras.

A melhor delas foi novamente com Reinaldo, em chute cruzado que quase entrou.

A exemplo do que fez contra o Fluminense, Fernando Diniz realizou mudanças fortes no time no intervalo.

Entraram Hernanes e Paulinho Bóia, saíram Gabriel Sara e Vitor Bueno.

Mas foi uma troca no Bragantino que fez a diferença.

Raul, substituto de Matheus Jesus, apareceu dentro da área aos 7 minutos do segundo tempo, para aproveitar passe de Arthur e fazer 1 a 0 para o time do interior.

Depois do gol, o jogo se tornou ainda mais perigoso para o São Paulo.

O Bragantino passou a usar melhor os contra-ataques e teve chances claras de ampliar.

A melhor delas foi em um pênalti (e seria em outro depois).

A arbitragem foi ao VAR para confirmar que Luciano havia desviado a bola com o braço.

Claudinho, porém, cobrou para fora.

Na sequência, o time visitante teve outra chance perdida, com chute de Bruno Tubarão para fora. E aí pagou caro.

Em um lançamento de Léo do campo de defesa, o goleiro Cleiton saiu mal do gol, se confundiu com os zagueiros e permitiu que Helinho deixasse Luciano em condições de empurrar para o gol e empatar a partida.

Mas ainda havia muito a acontecer.

E com Artur.

O atacante mandou uma falta na trave.

E também um pênalti.

Aos 45 minutos do segundo tempo, Léo derrubou Aderlan na área. Artur foi para a cobrança e, impressionante, também desperdiçou.

O gol do São Paulo foi esse presentão do Bragantino.

Digamos que Fernando Diniz não ficou exatamente feliz com o pênalti cometido por Luciano.

Ele deu uma bronca impressionante no atacante, com direito a ironia: “Parabéns, Luciano”.

Hernanes, 35 anos, viveu um momento marcante quando foi a campo pelo São Paulo no intervalo do jogo contra o Bragantino.

Aquela era a tricentésimo vez em que ele disputava uma partida pelo clube.

O Profeta jogou no São Paulo de 2005 a 2010, período em que foi bicampeão brasileiro, e depois retornou ao clube em 2017, emprestado, e em definitivo em 2019.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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