Brasil vence a Polônia com brilho de Gabi e Julia Bergmann na Liga das Nações de vôlei.
Brasileiras montam paredão com forte bloqueio e superam polonesas em duelo direto pela vice-liderança.
O Brasil armou um paredão para vencer a Polônia nesta sexta-feira (11).
Em um duelo direto pela vice-liderança da Liga das Nações feminina de vôlei, a seleção brasileira contou com um bloqueio forte e o brilho de Gabi e Julia Bergmann para superar as polonesas por 3 sets a 1, parciais de 25/22, 25/21, 21/25 e 25/22.
Foi a sétima vitória seguida das comandadas de Zé Roberto na competição, a terceira na etapa de Chiba, no Japão.
Com o desfalque de Ana Cristina, que lesionou o joelho na vitória sobre a França da quinta-feira (10), Gabi assumiu o posto de principal arma de ataque do Brasil.
A capitã foi a maior pontuadora do Brasil, com 24 acertos.
Sempre muito eficiente no ataque, a medalhista olímpica desta vez também brilhou no bloqueio, com 5 pontos nesse fundamento.
A vitória do Brasil passou também pela força de Julia Bergmann.
A ponteira foi a principal arma de ataque da seleção brasileira, com 20 pontos no fundamento, além de 2 pontos de saque.
Foi a melhor atuação da jogadora nesta edição da Liga das Nações de vôlei.
O bloqueio desequilibrou o jogo a favor do Brasil.
Foram 16 pontos no fundamento diante de um forte ataque polonês de Lukasik e Stysiak, contra 11 das polonesas.
Julia Kudiess, maior bloqueadora da competição, anotou seis dos bloqueios brasileiros.
Gabi (cinco pontos), Diana (quatro) e Tainara (um) também contribuíram com o paredão verde-amarelo.
De olho na classificação: Com a vitória, o Brasil manteve a vice-liderança da Liga das Nações, chegando a 10 vitórias em 11 jogos e 28 pontos.
Está atrás apenas da invicta Itália, que tem um jogo a menos.
As brasileiras não podem mais ser ultrapassadas por japonesas ou polonesas, garantindo ao menos a segunda posição da primeira fase.
O Brasil volta à quadra de Chiba no domingo (13), às 6h45 (horário de Brasília), para encarar as anfitriãs japonesas na última rodada da primeira fase.
Dependendo do resultado da Itália no sábado, o Brasil pode entrar em quadras com chances de assumir a liderança.
O equilíbrio deu o tom no primeiro set.
As equipes se revezaram na liderança do placar por boa parte da parcial, comandadas pelos ataques Gabi e Stysiak.
Só na reta final as brasileiras abriram vantagem graças a um forte bloqueio, especialmente de Julia Kudiess, que fez quatro pontos no fundamento.
A Polônia esboçou uma reação salvando três set points, mas Tainara soltou o braço e fechou a conta: 25 a 22.
O Brasil cometeu muitos erros de recepção no início do segundo set e viu a Polônia abrir 7/1.
Zé Roberto pediu um tempo e recolocou a seleção brasileira no trilho. Julia Bergmann puxou a reação com bons saques e virando a bola no ataque.
Apesar de alguns erros de saque, o Brasil rapidamente conseguiu a virada em 11/10.
Gabi e Tainara mostraram força no ataque e fizeram a seleção abrir vantagem na reta final (21/16).
O Brasil não deu brecha para uma reação polonesa e fechou mais um set em um ponto de ataque de Julia Bergmann: 25/21.
Mais uma vez a Polônia começou melhor no set e abriu 10/5.
O Brasil encaixou o saque e reagiu com três aces, buscando o empate em 11/11.
Parecia que o roteiro da parcial seria parecido com o do segundo set.
Só que o ataque da Polônia enfim mostrou a força de uma equipe que briga pela vice-liderança da Liga das Nações.
Uma sequência de ataques de Lukasik fez a Polônia deslanchar.
Stysiak também cresceu e impediu qualquer reação brasileira.
A Polônia fechou o terceiro set em 25/21 em um ataque de Stysiak.
O Brasil dominou o placar do quarto set.
Julia Bergmann cresceu e comandou o ataque brasileiro na parcial.
Marcelle deu um susto sentindo dores no joelho, mas a líbero continuou em quadra e ajudou o Brasil a se manter à frente.
O bloqueio brasileiro voltou a aparecer bem com Gabi e Diana, parando Lukasik e Stysiak.
O Brasil abriu 23/19 e estava bem perto de fechar o jogo, quando a Polônia reagiu com quatro pontos seguidos.
Só que Zé Roberto pediu um tempo para controlar os ânimos do Brasil, que selou a vitória no fundamento que foi o diferencial no jogo: o bloqueio.
Vitória por 25/22.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





