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Análise

Parabéns Palmeiras! Que tua era de glórias retorne o quanto antes, para o bem do futebol

n1392216931Hoje o querido Palestra Itália, para o mais saudosos, ou simplesmente Palmeiras, para os mais contemporâneos, completa o seu primeiro ciclo de cem anos. E este imberbe jornalista estreia neste blog (sim, eu aceitei escrever aqui), com enorme prazer, nesta data especial. Obviamente, não poderia falar de outro assunto que não fosse o aniversário do verde mais querido do Brasil.

Ontem trabalhei em evento no qual a Sociedade Esportiva Palmeiras fora homenageada, no entanto, me recuso a falar sobre tal homenagem, uma vez que gostaria de ter visto recebendo placas comemorativas grandes personagens palestrinos, tais como Ademir da Guia, César Maluco, Evair, Roberto Carlos, Marcos, Edmundo (este último foi convidado, mas enviou representante), ao invés disso, foram contempladas figuras como Gilberto Barros, Paulo Bonfá, Roberto Cabrini, Juju Salemeni, entre outras, enfim… Não dá!

t_102619_allianz-parque-tera-funcao-multiusoPor outro lado, hoje pela manhã estive em uma padaria à Rua Silva Bueno, no Ipiranga, para tomar o singelo pingado de todos os dias e pude comprovar aquilo que verdadeiramente representa este clube – e que a cartolagem tem ao longo dos últimos dez anos, tentado destruir com tenacidade: o orgulho de ser palmeirense. Fiquei feliz em ver o atendente do balcão falar com orgulho sobre o seu time do coração, lembrar de fatos históricos, alegrias e tristezas de um coração alviverde. Mas a tristeza aqui colocada se destila em episódios ocorridos dentro de campo, derrotas em jogos memoráveis, e não a tristeza que o palmeirense sente hoje ao ver um clube sendo politicamente conduzido ao fracasso, ano após ano.

Senta que lá vem história

Dito isto, quero difundir neste meu post inicial, uma das grandes experiências que vivi no mundo do futebol e que se relaciona com o verdão, eu jamais esqueci. Certa vez, no sertão da Paraíba, precisamente na pacata Cajazeiras, onde morei por dois anos, joguei em um time de futebol chamado “Sambatuck”. Era uma agremiação reconhecida na cidade por revelar jogadores (ninguém alcançou – que eu saiba-, uma horizontalidade nacional, mas alguns circularam pelo certame paraibano com louvor).

527500913-parte-da-camisa-comemorativa-do-palmeiras-pelos-100-anos-de-existenciaO treinador da equipe, seu Jairo, era palmeirense fanático, eu disse fanático mesmo. Pra se ter uma ideia, costumava apelidar os garotos com nomes dos jogadores do verdão à época, tomando como parâmetro as suas características dentro de campo. Lembro-me bem de alguns: Tonhão, Antônio Carlos, Edmundo, Maurílio e o Daniel Frasson (isso mesmo, Daniel Frasson). Mas o fato que marcou ocorreu em dia de jogo pelo campeonato sub 11, quando fui para o local da partida vestido com minha bela camisa de pano do Flamengo – Lubrax era o patrocínio-, número 5, do meu ídolo Júnior Capacete. Ao se deparar comigo no vestiário do campo Higínio Pires Ferreira, seu Jairo olhou com ar de irritação e disse: Hoje você vai ficar no banco por causa dessa camisa. E fiquei mesmo.

Parabéns Palmeiras, que tua história de glórias continue! Parabéns amigo atendente da padaria, parabéns seu Jairo, hoje o dia é do Palestra, hoje o dia é de vocês!

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Sou jornalista, apaixonado por futebol e política, mas, sobretudo, alucinado pela comunicação! Acredito no Brasil, confio nos seres humanos, sou entusiasta da transformação. Que Deus nos abençoe!