Desgaste pesa, e Botafogo é eliminado pelo Pachuca na Copa Intercontinental.
Com titulares poupados de início e ritmo mais lento, campeão brasileiro da Taça Libertadores da América não consegue se impor diante dos mexicanos, perde por 3 a 0 e volta para casa mais cedo.
A perna pesou, e o Botafogo viu o sonho da Copa Intercontinental durar somente 90 minutos no Catar.
Em sua septuagésima quinta partida em 2024 e vindo de uma sequência de decisões desgastantes, o Glorioso não foi páreo para o Pachuca, nesta quarta-feira, no Estádio 974, em Doha, pelas quartas de final.
Idrissi, com um golaço, Deossa e Rondón construíram o 3 a 0 para os mexicanos no segundo tempo e mandaram os brasileiros para casa.
Com o resultado, o Pachuca mede forças com o Al-Ahly, do Egito, sábado (14), novamente no Estádio 974, pela semifinal da Copa Intercontinental.
A finalíssima está marcada para a próxima quarta-feira (18), no Lusail, diante do Real Madrid.
Já o Botafogo volta para casa e entra de férias após a temporada mais vitoriosa de sua história.
Já na escalação Artur Jorge deixou claro que o Botafogo precisava de fôlego.
Ao deixar Alex Telles, Marlon Freitas, Savarino e Almada no banco, o treinador optou por uma melhor condição física que acabou sendo importante para equilibrar um primeiro tempo de muitas disputas de corpo e correria.
O Pachuca tentou subir a pressão, dificultar a saída de bola, e o Botafogo tratou de apostar em bolas longas para Luiz Henrique e Matheus Martins.
O resultado foi uma etapa inicial sem muita emoção.
Por mais que nitidamente tivesse maior refino no trato com a bola, o Botafogo mal conseguia levar perigo ao gol de Moreno.
E o cenário com o Pachuca não foi muito diferente.
Os mexicanos tinham mais perna, mais força e menos capacidade técnica.
Com um Rondón trombador no ataque para ajeitar a bola para os companheiros, os mexicanos apostaram em arremates de média distância sem muito eficiência em um primeiro tempo de dar sono.
Na volta do intervalo, o Pachuca seguiu com ritmo forte, marcação alta e logo saiu na frente com um golaço.
O marroquino Idrissi driblou dois, tabelou e driblou mais dois para deslocar John com um chute forte.
Foi o suficiente para Artur Jorge lançar sua tropa de choque. Júnior Santos, Marlon Freitas e Almada entraram em campo, pouco depois Savarino e Tiquinho também, mas nada foi capaz de fazer com que o Botafogo sequer lembrasse o time campeão da Taça Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.
Foi Almada, por sinal, quem deu passe displicente para que Pedraza interceptasse na entrada da área e servisse Deossa, que contou com falha de John para ampliar.
A desvantagem de dois gols fez com que o Botafogo se abrisse e oferecesse espaços para contragolpes.
E o Pachuca os utilizou com eficiência.
Rondón fez o terceiro e os mexicanos estiveram mais próximos de ampliar do que o Botafogo de descontar.
No fim, o 3 a 0 fez jus a quem teve mais perna e eficiência em Doha.
De férias, o Botafogo ainda não data para reapresentação do elenco, mas já tem compromissos marcados para a próxima temporada.
No dia 12 de janeiro, o Glorioso recebe o Maricá, no Nilton Santos, pela primeira rodada do Campeonato Carioca.
A equipe terá ainda pela frente Portuguesa, Sampaio Correia, Volta Redonda, Bangu e Fluminense antes de decidir o primeiro título de 2025: a Supercopa do Brasil, contra o Flamengo, dia 2 de fevereiro, no Mangueirão, em Belém.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro





