Se tem uma coisa que tem dado certo nesse Campeonato Brasileiro é contratar tiozinho. Neste domingo de Dia dos Pais nós podemos observar que os clubes que contrataram jogadores que são papais há bastante tempo estão se dando bem. Vejamos.
Para mim, o melhor jogador do Brasileirão até agora é o Alex Cabeção. Craque, jogador inteligente dentro e fora de campo, o meia do Coxa tem 35 anos e, sinceramente, é melhor que todos os outros meias brasileiros na minha opinião. Podemos colocar o Seedorf (37) em seu lugar, mas é um ou outro e o terceiro Zé Roberto (39).
Ainda temos Juninho no Vasco, com 38 anos, o Deco no Fluminense com 35, mas esse último já sem a genialidade dos outros. Mesmo assim, melhor que muito meia armador jovem por ae. Isso nos remete a uma constatação bem simples e que eu defendo já há alguns anos: o futebol brasileiro de hoje não é o melhor do mundo há muitos anos.
Parte dos nossos melhores jogadores são veteranos e a qualidade da renovação é menor. Outras seleções são melhores que a Brasileira? Sim, são melhores. Não sei se muitas, mas acho o futebol espanhol e alemão bem na frente do nosso, por exemplo.
Outra condição. Tínhamos o melhor futebol quando Alex era novo, Zé Roberto, Juninho. Tanto é que nenhum deles foi nome constante na Seleção Brasileira. Os treinadores tinham outras opções. Temos outros tiozinhos bem por aqui: Dida, do Grêmio, Rogério, no São Paulo, e o interminável Paulo Baier, do Atlético/PR, e os perebas, como Léo, do Santos, e Índio, do Inter. De vez em quando até os Lincolns, Souzas e Cajás decidem jogos…
Agora se você acha que seu time não tá legal, contrata um tiozinho para fazer uma função que não é necessária correr tanto. Simples.





