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OPERAÇÃO FIFA. CRUZEIRO-MG.
Análise

Operação FIFA

Cruzeiro revela ter arrecadado R$ 127 mil em doações no primeiro dia da ‘Operação FIFA’.

Clube celeste divulgou valor em suas redes sociais na tarde desta sexta-feira (3).

Por meio das redes sociais, o Cruzeiro informou, no fim da tarde desta sexta-feira, ter arrecadado R$ 127 mil em doações no primeiro dia da ‘Operação FIFA’.

A iniciativa permite aos torcedores contribuírem com qualquer valor para ajudar o clube a quitar as pendências de contratações que correm na entidade máxima do futebol.

“Ê saudade de jogar bola, hein? Mas estou passando aqui para agradecer pelo engajamento de todos vocês. Desde o início da Live, arrecadamos até agora mais de R$ 127 mil em doações. Vamos continuar jogando juntos, Nação Azul!”, escreveu a conta oficial do clube no Twitter, seguido da publicação de uma imagem do presidente Sérgio Rodrigues em ação no campo.

A “Operação FIFA” conta com o apoio da Meep Donate, plataforma de pagamento digital.

A empresa oferece a logística de operação ao Cruzeiro de forma gratuita, garantindo que 100% dos recursos doados pelos torcedores sejam destinados ao abatimento dos processos.

Os torcedores podem doar qualquer valor a partir de R$ 1.

Dívidas: Uma dívida de 850 mil euros (R$ 5 milhões) com o Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, gerou prejuízo irreparável para o Cruzeiro no âmbito esportivo.

A FIFA determinou que o clube começasse a Série B com seis pontos negativos em razão do não pagamento da contratação por empréstimo do volante Denílson, em julho de 2016.

No dia 23 de junho, o Cruzeiro informou ter recebido mais duas ordens de quitação: uma de US$ 2.286.840,00, pela compra de Rafael Sobis ao Tigres do México, e outra de 395.619 euros, no empréstimo de Pedro Rocha junto ao Spartak Moscou, da Rússia.

Somados em moeda nacional, os valores correspondem a R$ 14,6 milhões.

O Cruzeiro tem até 15 de julho para saldar a dívida por Sobis.

O prazo da pendência por Pedro Rocha é 6 de agosto.

Diferentemente do “caso Denilson”, segundo o clube, as penalidades são o impedimento de registro de atletas, até que as situações sejam resolvidas.

Não há, portanto, risco de nova perda de pontos, nem rebaixamento de divisão.

Enquanto isso, a diretoria tenta negociar diretamente com os credores.

“Há clubes cuja dívida não está vencida, e a FIFA tem o procedimento de intimar a pagar num prazo entre 30 e 90 dias. Há clubes que essa dívida não venceu que negociamos direitos de atletas. Outros estão aceitando parcelamento. A de curto prazo, necessária para se pagar para evitar punição esportiva, é a FIFA. Tirou-se a FIFA, todas as outras dívidas são negociáveis, dentro do sistema jurídico brasileiro”, frisou Sérgio Rodrigues ao Superesportes/Estado de Minas.

Em 28 de maio, a Raposa se livrou de nova perda de pontos ao pagar 600 mil euros (R$ 3,5 milhões) ao Zorya, da Ucrânia, pela aquisição dos direitos econômicos do atacante Willian, em julho de 2014.

Ainda há 1 milhão de euros (R$ 5,96 milhões) que serão discutidos pelo Tribunal Arbitral do Esporte no segundo semestre de 2020.

No dia 14 de abril, o núcleo de gestores que administrou o Cruzeiro no primeiro semestre calculou as dívidas na FIFA em R$ 81,4 milhões.

Os valores inflacionaram devido à desvalorização do real frente ao dólar e ao euro.

Como comparação, em 31 de janeiro o passivo era de R$ 53 milhões.

Reportagem: Mg.superesportes.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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