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Análise

Obesidade é uma das principais causas de lesões nas articulações, aponta pesquisa

Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como epidemia, a obesidade diminui a mobilidade, chegando, em alguns casos, a paralisar o indivíduo

Nos últimos anos, a obesidade deixou de ser vista apenas como um problema estético e passou a ser alvo de pesquisas, ganhando status de doença epidêmica. Estudos comprovaram ao longo do tempo, inúmeros malefícios do sobrepeso, um deles é a sobrecarga nas articulações – principalmente joelho e lombar.

Números extraídos da base nacional de dados sobre pacientes com joelhos operados e/ou substituídos, constatam que a obesidade é a razão mais corriqueira desse tipo de problema. Segundo André Nogueira Ferraz, fisioterapeuta especializado em ortopedia, traumatologia e esportes e sócio-fundador da Club Físio, “a pessoa acima do peso tem diminuição da mobilidade articular, redução da capacidade funcional, perda da agilidade e, em casos mais graves, chega a ter sérios comprometimentos, como a incapacidade total de se locomover.”

Em geral, o sobrepeso como fator de lesões articulares também está associado à fraqueza muscular. “Por não ter uma musculatura preparada para suportar o peso, os joelhos ficam sobrecarregados desde as mais simples atividades – como ficar em pé, subir escadas – até as mais vigorosas – como a corrida”, revela Nogueira.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), da década de 80 até hoje, a porcentagem de obesos adultos aumentou de 28,8% para 36,9%, no mundo, e, no Brasil, 56%, mais da metade da população, sofre com a doença. Os fatores que contribuíram para esse crescimento, segundo a organização, é o maior número de carros e, consequentemente a dependência deles para locomoção, trabalhos sedentários e aumento da urbanização.

A solução é antiga, aumentar – ou, em alguns casos, iniciar – a prática de atividades físicas. Porém, para quem está com excesso de gordura corpórea é preciso tomar cuidado para não sobrecarregar ainda mais essas articulações. “Começar com um trabalho de fortalecimento muscular moderado, como fisioterapia e pilates, e alguma atividade aeróbica sem impactos, como a bicicleta ergométrica, é o mais indicado”, conta Nogueira.

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